Michel Temer teve uma séria conversa com Sandro Mabel (PR-GO) para colocar em pauta a reforma tributária, cuja relatoria é do deputado goiano. Vai a plenário mês que vem.
"Eu vejo focos de resistência em relação à reforma tributária, mas, como alguns insistem que se coloque (em votação), eu disse que no mês de junho eu vou colocar", disse Temer à coluna.
Pressão total
A pressão em cima dos 32 senadores que assinaram a CPI da Petrobras era tão grande ontem que uns já haviam viajado na véspera, prevendo a dor de cabeça.
PP de Paz
Negromonte diz que está tudo em paz na bancada do PP na Câmara. Diz que todas as liminares contra a recondução dele foram derrubadas.
Prefeito-ouvidor
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, lançou uma boa ideia, a do prefeito-ouvidor. Mais ou menos assim: a partir de segunda-feira, vai montar uma salinha, na Zona Oeste, para receber fila de moradores e anotar reivindicações.
Okamotto agrário
Paulo Okamotto, presidente do Sebrae, que anda sumido do noticiário, apareceu com pompa. Foi homenageado ontem pela Sociedade Nacional de Agricultura com a Comenda do Mérito Agrário, pela atuação do Sebrae no incentivo ao Agronegócio.
No ar
A Organização de Aviação Civil Internacional, agência da ONU, concluiu ontem inspeção no setor no Brasil. O relatório sai em 290 dias.
Briga boa
A Microsoft pode ter uma derrota inédita na Justiça brasileira. Envolve uma ação da Sergen, empresa do Rio, contra a multinacional, por uma vistoria, 10 anos atrás, na qual o juiz expediu mandado de busca contra produtos piratas na empresa.
Mas...
Eram três peritos em inspeção à empresa, todos indicados pelo juiz na ocasião. O primeiro relatório registra supostos 100 programas piratas. No segundo, o número caiu para 40. E o último perito não encontrou irregularidades.
Toga quente
O caso está no STJ. O ministro-relator, João Otávio, votou a favor da multi. O ministro Salomão pronunciou-se contra. O presidente da 4ª Turma, ministro Gonçalves, pediu vista. Mas, antes do fim da sessão, o ministro Passarinho adiantou o voto a favor da Sergen. Placar por ora: 2 a 1. E o clima está quente entre as togas.
Daí?
Numa eventual derrota da Microsoft, o caso abre precedentes para outras empresas recorrerem. Hoje é assim: a multi tem telefone para denúncias sobre suposta pirataria. Um juiz autoriza a busca, sem a defesa prévia da empresa, que em muitos casos não tem mais nota fiscal dos produtos.
Sábado, 16 de Maio de 2009 - 00:00