O caso da brasileira Paula Oliveira, que supostamente sofreu um aborto (de gêmeas) depois de ter sido atacada por três neonazistas na última segunda-feira, em Dubendorf, na Suíça, tem gerado indignação naquele país. Contra ela. O partido do Povo Suíço (SVP) quer que depois da conclusão das investigações seja avaliado o fim da permanência da brasileira no país "pelo prejuízo ao qual a Suíça foi submetida injustamente". O partido também exige que Paula pague pelos custos da investigação.
Entretanto, o vice-presidente do SVP, Yvan Perrin disse ao jornal Tribune de Genéve ser contra a expulsão de Paula. "Se houve uma agressão racista, a Justiça deverá ser dura. Se a vítima é uma mentirosa, é porque está num estado de grande miséria", disse ao jornal.
O pai da brasileira, Paulo Oliveira, continua indignado com as acusações de que sua filha se automutilou, forjou o ataque e não estaria grávida. Ele não descarta a possibilidade de contratar um advogado local para defendê-la.
Segundo Paulo, a filha ainda não sabe da reviravolta do caso. Os médicos que estão cuidando dela no Hospital Universitário de Zurique recomendaram que a televisão fosse retirada do quarto da brasileira para evitar, por enquanto, que ela tome conhecimento das acusações.
Paulo disse ainda que não tem como comprovar que a filha estava grávida durante o suposto ataque porque não sabe onde ela guarda seus documentos.
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009 - 00:00