'); //-->
![]() |
||
| AJB Online | Área do Leitor | Pesquisa | Classificados |
|
![]()
Chade rompe com Sudão
País ameaça suspender ajuda a refugiados
NDJAMENA -
O presidente do Chade, Idriss Deby, rompeu ontem as relações diplomáticas com o vizinho Sudão, acusando o governo de Cartum de tentar derrubá-lo. Deby alertou que o seu país pode não dar mais abrigo a milhares de refugiados sudaneses.
O presidente fez o anúncio num comício na capital Ndjamena. Acusou, mais uma vez, o Sudão de apoiar milícias que atuam no Chade e de uma ação rebelde surpresa na capital na quinta-feira. Cartum nega que apóie os rebeldes.
- Tomamos a decisão de romper todas as nossas relações diplomáticas com o Sudão hoje (ontem) e tomar os procedimentos para fechar as nossas fronteiras - declarou o presidente.
Próximo ao local onde Deby discursava, havia 160 rebeldes presos e 14 veículos militares supostamente capturados das milícias no dia anterior, que segundo o Chade são a prova do apoio do governo sudanês. Um dos prisioneiros exibidos pelos militares disse à imprensa ser um policial do Sudão, que aceitou dinheiro para lutar com os rebeldes.
O presidente criticou a comunidade internacional por reagir lentamente à crise na fronteira entre os dois países do Norte da África. O foco do problema é a região sudanesa de Darfur, onde ocorrem conflitos étnicos e políticos desde 2003 que já foram qualificados de genocídio.
Deby afirmou que, se a comunidade internacional não apresentar uma solução para o conflito até junho e garantir a segurança da fronteira, o Chade não dará mais abrigo aos mais de 200 mil sudaneses que fugiram dos confrontos de seu país.
O alerta aumenta a pressão sobre a ONU, que alega que problemas diplomáticos e a resistência do Sudão atrasam o envio de uma força de paz internacional.
A decisão de Deby de cortar os laços diplomáticos se deu depois do ataque na capital que matou, segundo autoridades, cerca de 100 pessoas. Esse foi o ataque mais ousado dos rebeldes que desejam pôr fim ao regime do presidente, que já dura 16 anos. Em 3 de maio, há eleições presidenciais, e o mandatário disputa a reeleição. A oposição está boicotando o pleito.
Deby sofreu um golpe recentemente por causa de uma onda de deserção de militares. A França, da qual o Chade foi colônia, já deixou claro que se opõe a qualquer tentativa de derrubar o presidente pela força.
[15/ABR/2006]
|
|
|||||||||
|
|