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Versão não convence


ROMA - ''Minha participação no grupo midiático RCS é um castelo de fantasia e mentira'', nega, em comunicado, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Mas a declaração não aplaca o boato de tentativa de controle acionário do Corriere della Sera.

- A palavra dele não basta, os italianos estão acostumados às suas numerosas citações. É preciso prova que demonstre o contrário ou a instauração de uma comissão parlamentar - defende o ex-magistrado Antonio Di Pietro, ex-responsável pela operação ''Mãos Limpas'' (Mani Pulite), que há mais de uma década tenta livrar o Estado da corrupção.

- Berlsuconi é um extremista do conflito de interesse. Quando não é ele que está pessoalmente envolvido nos negócios, são seus amigos, sócios, aliados. Esta é uma realidade difícil de ser desmentida - afirmou o presidente do Partido Verde, Alfonso Pecoraro Scanio.

- Desde que Berlusconi entrou para a política ele tenta, continuamente, controlar ou comprar o Corriere - adverte o deputado Enrico Letta, do partido Margherita, de oposição.

A ''obsessão'' do político pelo jornal deriva da combinação de credibilidade editorial - logo, do poder de formação de opinião qualificada - e da extensa tiragem: 880 mil exemplares por dia. Os dois jornais dominados por Berlusconi são um tanto mais modestos: Il Giornale é considerado um diário oficial, enquanto Il Foglio é bastante comercial. Também é o principal acionista do grupo L'Espresso, que publica um revista semanal homônima.


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[11/AGO/2005]


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