Abuso enfurece japoneses

[05/JUL/2005]

TÓQUIO - Um militar americano lotado na base de Okinawa (Sul do Japão) foi preso domingo sob a acusação de ter abusado sexualmente de uma menina de dez anos, deixando indignadas as autoridades do país, que já foi palco de protestos antiamericanos. A fúria se deve ao fato de que os militares flagrados cometendo crimes não são julgados pelas leis locais, mas pelo código militar americano. As penas, normalmente, são mais brandas que as atribuídas a criminosos comuns.

A polícia informou que o suspeito preso é um sargento da Força Aérea de 27 anos. O governador de Okinawa, Keeichi Inamine, que pede a redução do contingente americano no Japão, exprimiu sua ''cólera e indignação'', acrescentando que ''existe um problema de disciplina no Exército americano''.

- Estamos em contato com os EUA para impedir que este tipo de coisa ocorra de novo. É muito triste - reagiu o porta-voz do governo japonês, Hiroyuki Hosoda.

Okinawa, onde estão 40.500 militares americanos (65% do efetivo), assiste manifestações de protesto desde 1995, ano em que três marines estupraram uma menina de 12 anos. As decisões da corte militar alimentaram o ódio da população local. O general Jan-Marc Jouas, comandante da base onde servia o suspeito, classificou a atitude de ''comportamento absolutamente inaceitável''.

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