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Escândalo abalou a Igreja Católica


CIDADE DO VATICANO - O escândalo dos padres pedófilos nos EUA ganhou força no início de 2002, quando a Arquidiocese de Boston, chefiada por Bernard Law, foi acusada de transferir o padre John Geoghan na tentativa de encobrir acusações sobre supostos abusos praticados pelo sacerdote. Depois da primeira acusação, pelo menos 130 pessoas reclamaram ter sofrido abuso de Geoghan. O padre admitiu culpa, foi preso e assassinado na prisão, em agosto de 2003.

Antes disso, em dezembro de 2002, Bernard Law, à época com 72 anos, viu-se obrigado a renunciar. O escândalo, que se espalhou 178 dioceses do país, não custou apenas o cargo do mais influente cardeal americano. Além dos incalculáveis prejuízos à imagem da Igreja Católica no terceiro maior país católico do mundo, com 65 milhões de fiéis, a Santa Sé se viu obrigada a arcar com pagamento de milhões de dólares em indenizações às vítimas e seus parentes. Estima-se que o prejuízo tenha ficado entre US$ 90 milhões e US$ 120 milhões só em Boston.

O golpe foi tão grande, que dois anos depois do surgimento do primeiro caso, a Arquidiocese da cidade anunciou o fechamento de 25% de suas paróquias alegando ''elevadas dívidas das igrejas e queda do número de fiéis''. Em 2002, João Paulo II fez referência ao episódio num recado às altas autoridades da Igreja nos EUA:

- O abuso é um erro sob todo ponto de vista e é considerado, com justiça, pela sociedade como um crime e aos olhos de Deus como um pecado terrível. Às vítimas e a suas famílias, expresso minha mais profunda solidariedade e preocupação.


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[11/ABR/2005]


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