CIDADE DO PANAMÁ -
A presidente panamenha, Mireya Moscoso, concedeu ontem o perdão a quatro ativistas cubanos condenados por planejar um atentado contra Fidel Castro. Em resposta, como havia prometido, o governo cubano divulgou um depoimento e m que diz ter rompido as relações diplomáticas com o Panamá por tempo indeterminado.
Mireya havia negado antes que estava considerando o perdão e tomou a decisão a uma semana de concluir o mandato, ação que foi criticada pelo governo eleito.
Os perdoados deixaram a prisão El Renacer, às margens do Canal do Panamá, e três deles viajaram para Miami. O outro permaneceu em algum país da América Central, não especificado por razões de segurança.
Os quatro cubanos foram presos no Panamá acusados de planejar um atentado com explosivos contra Fidel Castro durante a 10º Cúpula Ibero-Americana, em novembro de 2000. A denúncia foi feita pelo próprio Fidel.
Em 20 de abril deste ano, uma corte panamenha condenou dois deles a oito anos de prisão, e os outros dois a sete anos. Mireya Moscoso justificou a decisão com ''razões humanitárias''.
- Se eles ficassem aqui no Panamá, teriam a possibilidade de serem extraditados para a Venezuela ou para Cuba, onde tenho certeza de que teriam sido mortos - afirmou a presidente.