Rotas - O general americano chefe da operação no Afeganistão, Tommy Franks, ressaltara, na terça-feira, a necessidade de se abrir um corredor do Uzbequistão até Mazar-i-Sharif. Da mesma forma, um comandante da Aliança declarou que a abertura de rotas até a cidade permitiria tomá-la das mãos do inimigo, o que deixaria o caminho até o Sul livre e cortaria ao meio o abastecimento das unidades talibãs no país.
Os ataques foram realizados após pedidos recentes de comandantes da Aliança para que os EUA bombardeassem as forças de defesa talibãs na cidade e na capital. A Aliança afirmou que pretende avançar sobre Cabul em quatro ou cinco dias, mesmo prometendo não entrar efetivamente na cidade. ''Todo dia os americanos estão bombardeando a linha de frente. Agora agora é a nossa vez de fazer algo'', disse Ahmad Ziah Massud, irmão do líder oposicionista Ahmad Shah Massud, assassinado pelos talibãs em 9 de setembro, dois dias antes dos atentados contra os EUA. ''Temos soldados suficientes'', disse em relação a um suposto envio de tropas americanas. Além disso, comandantes opositores disseram que serão capazes de tomar Mazar-i-Sharif em uma semana.
O jornal inglês The Independent informou que uma invasão aliada por terra está sendo planejada para o próximo ano, em meados do mês de maio. Citando fontes que participaram de uma reunião entre o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, e o da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, o Independent diz que os aliados vão continuar o bombardeio durante o inverno enquanto preparam junto com a Aliança do Norte uma invasão por terra para o ano que vem.
Tropas - Em Washington, o democrata Tom Daschle, líder da maioria no Senado, declarou, depois de uma reunião com o presidente George Bush, que novas tropas podem ser enviadas à região. ''Esforços adicionais em terra poderiam ser necessários e, neste caso, estou certo que o presidente explicará ao Congresso por que isso é importante'', disse Daschle.
O Pentágono anunciou que o secretário de Defesa viajará, na sexta-feira, à Rússia, de onde seguirá para países da Ásia Central ainda não determinados. ''A razão principal dessa viagem é ir a Moscou para nos reunirmos com Seguei Ivanov (ministro da Defesa), com quem discutiremos o tratado de Mísseis Antibalísticos e novas formas de cooperação com a Rússia'', disse Victoria Clarke, porta-voz do Pentágono.