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Vaticano dá
respaldo às
reparações
CIDADE DO VATICANO -
A Santa Sé entrou ontem numa das maiores polêmicas que movimentam a Conferência Mundial contra o Racismo, que será realizada a partir de amanhã na cidade sul-africana de Durban. O Vaticano divulgou ontem suas recomendações preliminares ao encontro, onde advoga, ainda que de forma branda, as reparações aos povos vitimados pela escravidão.
Advertindo que a ''sede de vingança'' deve ser evitada, a Santa Sé afirma que ''o perdão tem suas exigências: é necessário reconhecer o mal cometido e, na medida do possível, remediá-lo.'' Embora não forneça maneiras concretas de solucionar a questão, a Santa Sé sugere que ''a necessidade de uma reparação reforça a obrigação de ajudar substancialmente os países em vias de desenvolvimento, obrigação que pesa principalmente sobre os mais desenvolvidos.
Tópico delicado - O documento do Vaticano aborda um dos assuntos mais polêmicos postos em jogo às vésperas do encontro. O debate em torno das reparações foi uma das razões por trás da desistência dos Estados Unidos de participar do encontro.
A Santa Sé também surpreendeu ao considerar tecnologias genéticas inovadoras como novas formas de racismo. ''O risco de uma nova e desconhecida forma de racismo é extremamente real porque o desenvolvimento destas técnicas poderia levar à criação de uma subcategoria humana destinada essencialmente a trazer o conforto a terceiros'', diz o relatório. ''Esta seria uma nova e terrível forma de racismo.''
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