Tricolor vence por 1 a 0, gol de Roger, alcança a 6ª colocação e deixa rubro-negro a um passo da zona de rebaixamento
O Fluminense não foi brilhante. Mas jogou o suficiente para derrotar o Flamengo por 1 a 0, empurrando-a definitivamente em direção à Série B - se Juventude e Sport vencerem hoje o rubro-negro invade a zona de rebaixamento. Os tricolores aproveitaram para devolver à torcida adversária o grito de ''segunda divisão'', há algum tempo engasgado na garganta.
Erros - Foi um jogo de futebol fraquinho, o Fla-Flu de ontem, especialmente no primeiro tempo, quando os treinadores das duas equipes deveriam ter recebido autorização para entrar em campo e obrigar seus comandados a repetir as jogadas, tal o número de erros de passes e de conclusões.
O técnico do Fluminense, Oswaldo de Oliveira, certo de que seu time é mais determinado e que o Flamengo iria ressentir-se da ausência de Petkovic, utilizou a estratégia correta. Preocupou-se em bloquear o meio-campo, para anular o pouco que pudesse sobrar por ali, de criatividade, no adversário.
Enquanto Roger tocava a bola e municiava os atacantes, Jorginho, Rocha e Vampeta atrapalhavam-se como nunca. Aos 11min, o Flamengo reclamou um pênalti inexistente de Nikola em Edílson. Aos 17min, Magno Alves permitiu que Júlio César se adiantasse, antes da conclusão. Aos 24min, André Luís cobrou falta para grande defesa do goleiro rubro-negro. E graças ao esforço solitário de Beto, o time de Zagallo ainda conseguiu uma oportunidade, aos 34min - o meia deixou Roma na cara de Nikola, mas o atacante fez o favor de chutar para fora.
O Fluminense voltou para a etapa final disposto a manter a determinação e a corrigir os erros. Logo aos 4min, Juan derrubou Magno Alves na entrada da área. Roger caprichou na cobrança, chutando no canto esquerdo de Júlio César, sem chance para o goleiro, fazendo 1 a 0.
Desespero - A vantagem era o que faltava para o tricolor ganhar tranqüilidade. O Flamengo, a rigor, só teve uma única oportunidade, aos 18min, quando André Luís empurrou Roma, em pênalti ignorado pelo árbitro.
No desespero, Zagallo trocou seis por meia dúzia - substituiu Alessandro e Vampeta respectivamente por Isael e Alexandre Gaúcho. Aos 21min, Magno Alves recebeu de Roni na cara do gol e chutou cruzado para fora. O Flamengo, completamente desarvorado, partiu para o ataque, aproveitando-se do campo que o Fluminense, mais cauteloso, passou a oferecer a partir dos 25min. Mas a dificuldade encontrada pelos jogadores rubro-negros em todos os fundamentos era tão espantosa que o tricolor não teve lá muitos problemas para administrar o resultado.
Restando 10 minutos, Oswaldo de Oliveira fez três modificações, enquanto Zagallo, sem qualquer alternativa no banco de reservas, limitava-se a torcer para que o acaso pudesse beneficiá-lo em uma das muitas bolas que seu time insistia em rifar em direção à área. A sorte, entretanto, acabou preferindo o time mais competente.