No que depender do ranking das torcidas brasileiras, o jornalista e escritor rubro-negro Ruy Castro é franco favorito para se tornar o
best-seller da coleção
Camisa 13. Encarregado de dar o pontapé inicial na série, ele acredita que até o fim deste mês já estará nas livrarias
O vermelho e o negro - pequena grande história do Flamengo. Se, na pior das hipóteses, o time ainda estiver brigando para escapar do rebaixamento no Brasileiro, o torcedor poderá compensar a dura realidade atual com boas doses de nostalgia, evocando tempos de glória nas páginas do livro.
Seguindo a cartilha de boa parte dos técnicos de hoje, que escondem a escalação até a hora do jogo, Ruy Castro faz segredo e prefere não adiantar muito do que vem por aí. Com o livro prestes a sair da gráfica, ele diz que não precisou criar uma trama ficcional para falar de seu time. ''Fiz uma narrativa cronológica sobre o Flamengo, sem nada de ficção'', explica.
Para o escritor, a coleção não deve ser reduzida apenas à esfera do esporte. ''Quando você conta a trajetória de um clube, tem a oportunidade de contar também a história do país através de sua vida esportiva'', comenta, ''por isso a idéia da série é formidável''.
Além do valor histórico, Ruy acha que este é um bom momento para unir futebol e literatura, universos que estão mais próximos do que se pensa. O objetivo é derrubar uma teoria do mestre da crônica esportiva, Nelson Rodrigues. ''Ele dizia que o escritor brasileiro não sabe nem bater lateral. É hora de mostrarmos se somos capazes ou não'', provoca Ruy, que biografou Nelson em O anjo pornográfico. (R.A.)