Sexta-feira, 10 de Agosto de 2001
Botafogo ainda quer Ciurlizza

A diretoria do Botafogo espera acertar, até o início da próxima semana, a contratação do peruano Ciurlizza. O meia, que trabalhou com Paulo Autuori no Alianza de Lima, no Peru, conversou com o treinador do alvinegro e confirmou seu interesse em se transferir para o futebol brasileiro.

''Trata-se de um jogador que pode entrar no time a qualquer momento. É rápido, sabe lançar e marcar e também marca muitos gols. Cairia como uma luva no time'', disse Autuori, que já confirmou a dispensa do uruguaio Cláudio Millar, caso Ciurlizza seja mesmo contratado. ''Pela legislação, só posso escalar dois estrangeiros. Como já conto com o Vladmir Petkovic (iugoslavo), não vou segurar um jogador que pode acabar tendo uma oportunidade em outro clube'', acrescentou Autuori.

Sobre a estréia de Vlad com a camisa do Botafogo, o técnico do Botafogo garantiu que só está aguardando o aval do próprio jogador, que pediu para treinar alguns dias para recuperar a forma física. ''Temos conversado bastante. Ele está ansioso para estrear, mas não podemos correr riscos'', contou Autuori. Vlad, por sua vez, espera ter condições de ficar no banco de reservas no jogo do próximo domingo, em Campinas, contra a Ponte Preta.

Muito calor - ''Tenho treinado bastante. Meu interesse é disputar este Campeonato Brasileiro. Trata-se de uma das competições mais difíceis do mundo'', disse Vlad, que já manteve contato com os outros iugoslavos que moram no Rio. ''O Petkovic, do Flamengo, e o Nicola e o Andjelkovic, ambos do Fluminense, me disseram que o Rio de Janeiro é uma cidade muito gostosa e que não terei problemas para me adaptar'', acrescentou ele, confessando, em seguida, que só tem estranhado o calor. ''Se no inverno, a temperatura é desse jeito, imagino o que me espera no verão''.

Vlad acredita que poderá alcançar o mesmo sucesso que seu xará rubro-negro. ''O Petkovic já conquistou seu espaço no futebol brasileiro. É um jogador respeitado pelos colegas, pela imprensa e pela torcida. Com muito trabalho e dedicação, também chegarei lá'', explicou o iugoslavo, que, a princípio, ficará no Brasil até o final do ano. Porém, uma coisa Vlad já conquistou: a simpatia de seus companheiros. ''Eles brincam muito comigo. Só porque sou de fora. No começo, eu não entendia o motivo de me chamarem de Petkovic paraguaio. Depois me explicaram e até achei engraçado'', concluiu ele.

Paraguaio - Para o atacante Taílson, Vlad se dará bem no futebol brasileiro. ''Pelo que já observei nos treinamentos, é um jogador com muita habilidade e que marca forte. Sem dúvidas, foi uma grande contratação, pois vai fortalecer nosso meio de campo. Além disso, já está se adaptando ao Brasil. Nós brincamos muito com ele, até para facilitar a mudança''. O lateral Leandro Eugênio concorda com Taílson. ''No começo, ele ficou um pouco assustado. Isso é normal. Aos poucos ele foi se soltando e hoje até arrisca umas palavras em português. O problema é o sotaque.Sem contar que o pessoal também andou ensinando alguns palavrões''.

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