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Maioria de jogadores tem passe
Segundo o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais do Rio, Alfredo Sampaio, os argumentos utilizados pelos clubes, para adiar a entrada em vigor da Lei do Passe, são facilmente rebatidos. Ele garantiu que a realidade do futebol brasileiro é bem diferente da apresentada pelos dirigentes e que, atualmente, cerca de 85% dos jogadores já são donos de seus passes.
''Estão criando uma briga que atinge apenas 15% dos jogadores. Além disso, desse total, apenas 3% são jogadores consagrados, como Ronaldinho Gaúcho'', afirmou Sampaio, que não esqueceu de citar os clubes pequenos. ''Eles fazem parte do cenário. Ao término dos campeonatos, essas equipes acabam liberando seus jogadores para não ter que pagar os salários. A saída encontrada é a liberação do passe'', acrescentou o presidente do sindicato.
Alfredo Sampaio disse ainda que o desemprego no futebol já é uma realidade. ''A maioria dos clubes brasileiros só disputa os campeonatos estaduais. Eles não têm acesso ao Campeonato Brasileiro e às copas mais importantes do nosso calendário''.
Sampaio não vê prejuízos para os clubes com a entrada em vigor da Lei do Passe. ''De imediato, ela atende jogadores com passes presos. Porém, os atletas, a partir de agora, terão que ser ainda mais profissionais, pois a tendência do futebol brasileiro é ter clubes fortes, empresas investindo no esporte e campeonatos bem organizados. O futebol terá a cara que deveria ter desde os tempos da criação da Lei Zico''.
Sobre possíveis prejuízos dos clubes formadores, Alfredo Sampaio acredita que o ideal seria aumentar o prazo de preferência para renovação de contrato de dois para quatro anos. ''O Kaká, por exemplo. Se o São Paulo pretende mantê-lo, basta propor um contrato de cinco ou seis anos. Se neste período uma equipe da Europa se interessar, é só pagar a multa pela rescisão do contrato''.
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