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Edílson se firma no Fla
Atacante commpra casa na Barra e diz que está feliz em jogar com a camisa 11
RICARDO CALAZANS
Edílson foi o herói dos rubro-negros no último sábado, quando fez metade dos gols do Flamengo na goleada de 4 a 0 sobre o Americano. Os gols vieram em boa hora. A torcida do Flamengo andava mesmo desconfiada dele. Em campo, apesar de algumas boas apresentações esparsas, Edílson não havia feito uma seqüência de jogos convincente. Às vezes, nas folgas, o jogador se deixava ficar em Salvador e acabava se atrasando ou faltando a treinos no Rio.
Dessa vez, não. ''Vou ficar por aqui mesmo. Comprei um apartamento na Barra e tenho agora que mobiliá-lo'', disse, logo após o jogo de sábado. O baiano Edílson está mesmo disposto a seguir destino diferente do paulista Denílson e do paranaense Alex, que chegaram ao Flamengo na mesma época, ano passado, mas não se adaptaram e já deixaram o clube. ''O Rio é a minha morada fixa. Pretendo ficar muito tempo. Todo mundo já sabe onde me encontrar'', diz o atacante, sorridente.
O sorriso aumenta quando Edílson lembra o primeiro gol contra o Americano. Aos 38min do primeiro tempo, o atacante enfiou a bola entre as pernas de Jocimar, gingou na frente de Rodrigo e tocou no canto direito do goleiro Brás. Um golaço para abrir a temporada. ''Estava sentindo falta de fazer um gol bonito como aquele'', confessa. Edílson jogou apenas o primeiro tempo - deixou o jogo no intervalo porque não estava suportando mais a gripe e o forte calor no estádio de Édson Passos. ''Fiquei em dúvida se entrava até a preleção. Valeu a pena. Foi a primeira vez que marquei dois gols num mesmo jogo pelo Flamengo'', contou o jogador.
Esse gesto de sacrifício mostra que Edílson já descobriu o que fazer para agradar à torcida. ''Eu sinto que a torcida do Flamengo tem uma esperança grande em mim, mas, com os problemas do ano passado, não correspondi'', assume. O jogador resistiu e resiste, apesar dos resultados insatisfatórios, da cobrança constante e dos dois meses de salários atrasados que os jogadores enfrentam. ''Tem muita gente torcendo por mim aqui. Este ano vai dar para fazer muita coisa pelo Flamengo'', pensa em retribuir.
O gol de sábado também lembrou Romário, o ex-dono da camisa 11 do clube. ''O Romário sempre foi um exemplo para todos os atacantes. A camisa 11 deu certo com ele aqui, espero que comigo também dê'', torce, feliz com o número escolhido. ''Sempre tive vontade de jogar com a camisa 11.'' Reinaldo, parceiro de Edílson no ataque, também torce para que o número dê sorte ao companheiro. ''Está surgindo a era de Reinaldo e Edílson.É a dupla do tricampeonato. Vamos sacudir as redes adversárias'', promete.
Mudança na política do clube
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