Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2001
Fluminense 100%

CAIO CASTRO LIMA

Luiz Morie

Já virou rotina. Se tem jogo do Fluminense, tem gol de Asprilla. Se tem gol de Asprilla, tem cambalhota

Os tricolores provaram ontem, na vitória sobre o Madureira por 3 a 2, de virada, que, além de jogar um bom futebol - o que fez nas outras três partidas anteriores -, está com sorte e tem raça de sobra. O jogo começou difícil. O adversário, comandado por Renato Gaúcho, atuou com apenas um jogador na frente - o centroavante Valdeir, The Flash. O resto ficou recuado, defendendo-se. O Madureira marcou os dois primeiros gols, mas a força de vontade e o sonho de conquistar um título neste ano 2001 fizeram o pessoal do Fluminense correr atrás do prejuízo e obter uma vitória importante, pelas circunstâncias. O tricolor das Laranjeiras manteve o aproveitamento de 100% neste início de temporada. Está com duas vitórias no Torneio Rio-São Paulo e duas no Estadual e é líder nas duas competições. Nos quatro jogos disputados até agora, marcou 14 gols, deixando o torcedor em permanente alegria e todo prosa.

Na partida de ontem, o Fluminense mostrou também que tem ídolo, ou melhor, dois ídolos - Asprilla e Agnaldo, que juntos marcaram dez dos 14 gols do time. É difícil afirmar qual deles é mais adorado, no momento, pelos torcedores. Outra demonstração positiva foi a união da equipe. Como costuma dizer o treinador Valdyr Espinosa, são 18 titulares no Fluminense, e não apenas 11. E isso ficou demonstrado na vitória de ontem. Quando o time tricolor demonstrou cansaço, Espinosa fez as substituições que levaram os tricolores à conquista dos três pontos.

Espinosa tirou o lateral-esquerdo Tiago Silva e pôs em campo Roni. Fernando Diniz foi deslocado para a esquerda na tentativa de armar jogadas por aquele setor. E deu certo. Foi de um cruzamento do jogador, aos 45min da etapa final, que Agnaldo marcou o gol da virada, que decretou a vitória tricolor. Jorginho substituiu Yan, que estava perdido no gramado, destoando dos demais companheiros. E escalou ainda Alessandro na vaga de Asprilla, que saiu com dores na virilha direita. Alessandro deu velocidade à equipe. O médico do Fluminense, Michael Simoni, afirmou que Asprilla não deverá ser problema para o jogo da próxima quinta-feira, contra o Santos.

Os dois gols do Madureira aconteceram de duas falhas do setor defensivo do Fluminense. O primeiro, de Valdeir, aos 25min do primeiro tempo, foi marcado após uma bobeira da zaga, que não interceptou o lançamento de Humberto. O atleta entrou livre e marcou. O segundo gol, quatro minutos depois, saiu de um chute da intermediária. O time recuou e deixou Edílson chutar. Murilo falhou. Mas os tricolores tinham Asprilla em campo. De falta, aos 35min, ele descontou, com uma cobrança no ângulo.

No segundo tempo, logo no início - aos três minutos -, Roni empatou, chutando desequilibrado após cruzamento de Flávio. O time tricolor viu que tinha chance de vencer, superou o cansaço e conseguiu a vitória no último minuto. O gol de Agnaldo provou que a equipe está mesmo unida. Mesmo com uma bolsa de gelo na coxa, Asprilla levantou do banco de reservas e correu para abraçar o companheiro. É time com pinta de campeão, como cantava a torcida ao final.

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