As ações preferenciais da Net desabaram 18,1% e ajudaram a derrubar a Bolsa de Valores de São Paulo, que caiu 1,92%, encerrando o dia aos 20.350 pontos. Os investidores reagiram mal às condições da operação fechada com a Telmex e os papéis da companhia chegaram a recuar 32% durante o pregão, representando o segundo maior volume negociado. Em Nova York, o tombo foi ainda pior: os recibos de ações (ADRs) da empresa terminaram em baixa de 22,75%.
A queda se deveu ao anúncio da emissão de 1,825 bilhão de ações a um preço-base de R$ 0,35, quase um terço dos R$ 0,87 do fechamento da última sexta-feira. Os investidores temem uma diluição exagerada dos papéis e tomaram o preço-base como referência. Só depois que a Telmex divulgou comunicado, detalhando a operação e informando que o valor do negócio ''pode variar'' entre US$ 250 milhões e US$ 370 milhões, é que as ações reagiram.
Na contramão, as ações preferenciais da Embratel, cuja compra foi fechada recentemente pela Telmex, subiram 4,2%, maior alta do dia. Analistas avaliaram que a entrada da Net no grupo favorece a operadora de telefonia fixa, ao franquear acesso à maior rede de cabos do país, o que impulsionaria seus negócios.
Outro destaque negativo do pregão foi a ação PNA da Vale do Rio Doce, que caiu 6,1%. Os papéis refletiram as preocupações com a possível compra da mineradora canadense Noranda e também o desfecho da venda de sua participação na Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) à Arcelor. Também recuaram as ações da Gol (4,7%) e da América Latina Logística (3%), que estrearam na bolsa quinta e sexta-feiras, respectivamente.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,57%, fechando cotado a R$ 3,129.