E-mails e telefones
Shopping JB Online
Home
Tempo Real

Especiais
Balanço Mensal
Imposto de renda 2004
Aço: herói ou vilão?

Colunista
 

Negro sofre mais com o desemprego

Estudo do IBGE mostra que, na média, branco ainda tem o dobro da renda

A cor da pele é fator decisivo nas relações de trabalho no Brasil. Em março, o desemprego afetou mais os negros e pardos. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas mostra também que a maioria da população negra ganha menos da metade do salário recebido por brancos, trabalha sem carteira assinada e tem o 1º grau incompleto.

De acordo com levantamento feito em seis regiões metropolitanas do país, o nível de desemprego entre negros foi de 15,3%, enquanto entre os brancos o índice ficou em 11%. O rendimento médio da população de cor preta ou parda é de R$ 535, muito abaixo dos R$ 1.096 recebidos pelos brancos.

- Apesar da libertação dos escravos há mais de 100 anos, a cor ainda influencia o trabalho - ressalta o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo Pereira. - Basta ser branco para ganhar mais.

Os dados indicam que cerca de 64% dos negros e pardos recebem até dois salários mínimos por mês. Entre os empregados brancos, o índice é de 39,2%. A presença negra é pequena no grupo que ganha 10 salários mínimos ou mais, apenas 1,7%.

O presidente da organização não-governamental Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), Ivanir dos Santos, ressaltou a importância dos números do IBGE.

- Muito pouco se avançou na luta contra o preconceito e o cenário é lamentável - diz. - Mas a elite parou de fingir que a herança escravista não é forte.

O consultor da Unesco e coordenador da organização não-governamental Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, Hédio Silva Júnior, destaca que é preciso tirar do papel o combate ao racismo.

- Há leis em tramitação no Congresso prevendo incentivos fiscais a empresas que mantenham negros em seu quadro. Só falta a concretização dessas propostas.

A situação de inferioridade da população de cor negra e parda também é constatada na escolaridade. Em torno de 43% dos brancos têm 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o 2º grau completo. Entre os negros, porém, a taxa cai para cerca de 25%. Com o 1º grau incompleto, estão 36,4% da população negra.


Aumentar letras Versão para imprimir Diminuir letras Enviar matéria

[05/JUN/2004]


   Home > Economia

Tempo Real | Brasil | Economia | Esportes | Rio | Internacional | Colunas
Internet | Caderno B | Domingo | Programa | Musicalidade | Viagem | Carro & Moto
Idéias | Horóscopo | Especiais | Opinião | Editorial | Charge | Cartas