Principais termômetros para medir as condições do mercado de trabalho no país, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) ocupam mais de 1 mil pessoas e movimentam cerca de R$ 4,5 milhões por ano.
Pelo IBGE, são 447 funcionários, entre técnicos e pesquisadores, que trabalham sábado, domingo e à noite para cobrir as seis maiores regiões metropolitanas do país onde 38 mil famílias são entrevistadas todo mês.
- O diferencial interessante dessa pesquisa, só encontrado nos melhores institutos de estatísticas do mundo, é que todos os entrevistadores trabalham com um palmtop, o que agiliza o processo - diz Cimar Azeredo Pereira, gerente da PME.
Já o Dieese e a Seade contam com 42 pesquisadores para coletar informação em 3 mil residências da Grande São Paulo, numa equipe que abrange 100 pessoas e consome orçamento de R$ 3 milhões. No total, o número chega a 600, porque equipes idênticas trabalham em Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre e Brasília, as outras regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada. São quase as mesmas do IBGE, com exceção de Brasília, que dá lugar ao Rio de Janeiro.
- A maior diferença é metodológica. O IBGE divulga o desemprego aberto em que nossos números são iguais. Nosso dado inclui também o desemprego oculto, ou seja, trabalho precário, mais conhecido como bico, e o desalento, que são os que desistiram de procurar emprego - diz Paula Montagner.
Em abril, a taxa de desemprego foi recorde nas duas pesquisas, mas com números diferentes: 13,1% pelo IBGE e 20,7% em São Paulo, segundo o Dieese e a Seade.