O processo de venda da Conectiva tem sido acompanhado com bastante interesse e preocupação pelo governo e não parece ser um pequeno negócio. Alguns técnicos asseguram que a Conectiva está mantendo contatos com empresas de grande porte. Uma delas seria a Itautec Philco, fabricante de computadores e eletroeletrônicos do grupo Itaú, cujo faturamento líquido, no ano passado, chegou a R$ 1,2 bilhão.
Outro candidato ao controle societário da Conectiva é a CPM do Brasil, empresa de tecnologia do grupo Deutshe Bank Capital Partners e do Bradesco, que tem receita anual de cerca de R$ 500 milhões.
- Para o país, o interessante é que a Conectiva fosse vendida para a Itautec, por ser uma empresa brasileira. Esse processo de desnacionalização de empresas brasileiras vem preocupando o governo brasileiro - disse um executivo da área de tecnologia.
Fundada em Curitiba, no Paraná, em 1995, a empresa desde então tornou-se a maior distribuidora do software livre Linux no Brasil e na América latina. Em maio do ano passado, a empresa chegou a montar um escritório em Brasília, para estar mais próxima das decisões do governo. Mas aparentemente depois da malograda investida o escritório já foi fechado.
O Linux tem sido adotado por países como a China, Alemanha e Índia, em suas redes governamentais. Outro exemplo de software livre, o Open Office, concorrente do Office, da Microsoft, também tem crescido.
A Itautec e a CPM foram procuradas pelo JB, mas se recusaram a comentar se estão efetivamente em processo de negociação com a Conectiva.