Quinta-feira, 1 de Novembro de 2001
Documentos fraudados no tribunal

No início de junho, o Opportunity usou no tribunal um dos e-mails classificados como roubados para tentar afastar os advogados de Demarco. Alegou suposto conflito de interesses, porque esses mesmos profissionais teriam prestado serviços à TIW. Mas a Justiça de Cayman considerou que o documento teria sido roubado pelos ''agentes'' do Opportunity, referindo-se ao técnico Galego e Regina, ex-mulher de Demarco. O juiz encarregado se recusou a aceitar a argumentação de Daniel Dantas.

Durante o julgamento, houve até a inclusão de uma conversa de internet no testemunho de Galego. O diálogo, supostamente ocorrido entre Galego e Denys Rodrigues, uma das testemunhas de Demarco, conteria informações comprometedoras sobre os negócios do sócio de Dantas. Mas algumas evidências indicam que o diálogo não existiu, teria sido uma fraude montada para tentar influir no julgamento em Cayman. A conversa foi negada por um dos interlocutores, Denys, que entregou ao tribunal registros do seu computador. As investigações mostraram indícios de que os telefones das empresas de Demarco teriam sido grampeados por agentes trabalhando para o Opportunity ou mesmo pela ex-mulher de Demarco, a serviço do banco de Dantas.

Demarco depôs e em seguida foi a vez da testemunha Patrícia Prado, que afirmou ter visto Regina selecionando os e-mails do ex-marido, catalogando-os em dossiês para serem passados à imprensa, e conversando com Daniel e Verônica Dantas. Outras testemunhas confirmaram a ligação entre a ex-mulher de Demarco e Daniel Dantas.

Mas a maior surpresa do julgamento veio com a decisão de Daniel e Verônica Dantas de não apresentar evidências para o caso. Após quatro dias presentes no tribunal, com depoimentos por escrito e interrogando as testemunhas de Demarco, eles decidiram se retirar.

Anterior Próxima



E-MAILS E TELEFONES :: EXPEDIENTE
Copyright© 1995, 2001 ,Jornal do Brasil, Primeiro Jornal Brasileiro na Internet

 
Versão para imprimir   Enviar por e-mail
 
 

C O L U N A S
Economia.net

Cartas dos Leitores