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Lenine em apoteose


De carreira consolidada na França, Lenine viverá uma apoteose, dia 24, no Teatro Zenith, em Paris, ao lado da Orquestra Nacional d'Île de France e de um coro de 1.500 crianças francesas. Além do abre-alas de clássicos (Asa branca, Aquarela do Brasil), Lenine (na foto entre Marc Olivier Dupin, diretor da orquestra, à esquerda, e David Levi, o regente), desfiará seu repertório. Do hino pernambucano Leão do Norte ao tema do Ano do Brasil na França (Sob o mesmo céu, com Lula Queiroga), passando por Lavadeira do rio, Que baque é esse?, Jack soul brasileiro, A gandaia das ondas, O silêncio das estrelas, O último pôr do sol e Miragem do porto.

Samba groove

O agitador cultural brasilianista Remy Kolpa Kopul, em parceria com Emilien Aumard, lançou na França, pelo selo da parisiense Radio Nova, uma compilação de 17 faixas de samba e suingue do Brasil. A mistura de Rare grooves by Nova casa Paulinho da Viola (Miudinho), Marcos Valle (Democústico), Dona Ivone Lara (Os cinco bailes da história do Rio), Gilberto Gil & Jorge Ben (Filhos de Gandhi), Paulo Moura (Fibra), Dionne Warwick (num arranjo sambístico da ellingtoniana Caravan) e Rosinha de Valença (balançando o violão na gershwiniana Summertime).

Luciana com violões

Radicada há anos nos EUA, onde freqüenta o topo da MPBI (Música Popular Brasileira Internacional), a cantora Luciana Souza (filha da dupla de compositores e produtores Walter Santos e Teresa Souza) chega ao Duos II cinco anos após o vitorioso projeto inaugural. Sua voz refinada dialoga apenas com violões (Romero Lubambo, Marco Pereira, Swamy Jr. e Guilherme Monteiro) em recriações de Trocando em miúdos, Atrás da porta (ambas da dupla Francis Hime & Chico Buarque), Modinha (Tom & Vinicius) e duas de Nelson Cavaquinho com parceiros diversos (A flor e o espinho e Juízo final). Há ainda uma composição própria (Muita bobeira), outra dos pais (Você) e menos conhecidas de Caetano (No carnaval, com Jota) e Ivan Lins (Aparecida, com Maurício Tapajós).

Bebel eletrônica

Outra radicada nos EUA, onde aliás nasceu, Bebel Gilberto já circula no planeta pop com 2,1 milhões de discos vendidos até hoje de seus projetos Tanto tempo e Bebel Gilberto, ambos editados aqui pela Universal. Ela desembarca agora com uma desconstrução do disco anterior em Bebel Gilberto remixes. São 10 versões remixadas e seis faixas bônus na edição que sai no Brasil. Assinam as transformações (não se trata apenas de acrescentar beats) nomes de proa como o inglês Tom Middleton e os brazucas Berna Ceppas e Kassin. E outros em ascensão, como Guy Sigswoth e Telefon Tel Aviv, que já trabalharam com Madonna, Björk e Yoko Ono.

Tamba inédito

Desencavado nos arquivos da CTI americana, do produtor Creed Taylor, vem aí um disco inédito do Tamba Trio, gravado entre 4 e 6 de fevereiro de 1969, com a formação Luis Eça, Bebeto, Dório Ferreira e Ohana. A façanha é de outro produtor, Arnaldo de Souteiro, que há quatro anos pesquisa os tapes. No disco, Luis Eça fez apenas os arranjos de base, enquanto o maestro de Chicago Johnny Pate (que trabalhou em discos de Stan Getz, Jimmy Smith e Wes Montgommery) encarregou-se das orquestrações. Além das nativas Você e eu (Carlos Lyra/ Vinicius de Moraes) e Viola enluarada (Marcos e Paulo Sérgio Valle) o grupo engrena uma bossa soul nas internacionais Hey, girl (Carole King), Here, there and everywhere (Beatles), Light my fire (The Doors) e California soul (Ashford & Simpson).

30 anos na chuva

Um dos pilares do Soul Brasil, Hyldon celebra 30 anos de seu álbum inaugural, Na rua, na chuva, na fazenda , com um relançamento remasterizado. A faixa-título e As dores do mundo (clássicos reciclados nos 90 por Kid Abelha e Jota Quest) voltam em versões inéditas pilotadas por Marcelinho da Lua (Bossa Cuca Nova).

Vôo do Abelha

O Kid Abelha confia tanto no novo CD, Pega vida - a ser mostrado dias 24 e 25 no Credicard Hall -, que vai lançar um DVD, em julho, apenas concentrado neste repertório, algo raro no ramo. Os shows da banda marcam a estréia do novo baixista, Adriano Campagnani, que já tocou com Beto Guedes, Luiz Melodia e Jota Quest. Entra no lugar de Rodrigo Santos, que voltou para o Barão Vermelho.

Ao vivo, em Montreux

O novo pacotaço de DVDs dos festivais de Montreux, Suíça, da ST2 Video, traz parte do legado do célebre produtor de jazz Norman Granz. Seu Jazz at Philarmonic '75 reúne de Zoot Sims a Roy Eldridge em torno de Benny Carter (Autumn leaves, Sunday). No DVD do saxofonista Eddie ''Locjaw'' Davis, com Oscar Peterson ao piano e Ray Brown no baixo, rola This can't be love e Angel eyes. Há ainda uma exibição do sexteto do trompetista Clark Terry, onde entra o brasileiro Samba de Orfeu. Nos outros DVDs do pacote de Montreux há solos de Ella Fitzgerald, de 1969 (da beatle Hey, Jude à jobiniana Inutil paisagem), Ray Charles, de 1997 (Shadows of my mind, Georgia on my mind), e o rebelde country Johnny Cash, de 1994 (I walk the line, Folsom prison blues).

Forró em debate

O 5º Fórum de Forró, realizado de 1º a 3 de junho, em Aracaju, lotou o Teatro Atheneu local. O fórum foi idealizado pelo produtor Paulo Correa, que homenageou os 47 anos de carreira do Trio Nordestino (já na segunda geração). Entre os participantes do debate, a dupla Antonio Barros e Cecéu, principal fornecedora de sucessos do grupo que se espalharam pelo país (Procurando tu, Homem com H, Debaixo dos panos), garantiu ter ganhado muito pouco em direitos autorais. Parceiro de Luiz Gonzaga, que acolheu o Trio Nordestino em sua chegada ao Rio e recolocou o Rei do Baião na trilha do sucesso (Danado de bom, Pagode russo, Forró de cabo a rabo,Freviando), João Silva, pernambucano de Arcoverde, desfiou suas histórias saborosas. Também depuseram Genaro, ex-sanfoneiro do Trio Nordestino, que falou sobre a ascensão das rádios comunitárias, e o produtor e músico Zé da Flauta (ex-Quinteto Violado), sobre o pólo de irradiação cultural do Recife.

Chegou quem faltava

O título pode ser profético. Estava faltando você (Fina Flor) integra à fina flor das cantoras brasileiras a talentosa Nilze Carvalho, conhecida desde os 6 anos como bandolinista prodígio e que, dos 11 aos 14, gravou a série de discos Choro de menina. Hoje uma bela mulher, Nilze, sob arranjos e regências de Ruy Quaresma e Humberto Araujo, canta de Dona Ivone Lara e Delcio Carvalho (Candeeiro de vovó) a Roque Ferreira e Paulo Cesar Pinheiro (Cavalo de São Jorge), além do bossanovista Johnny Alf (Ilusão à toa) e do mago Nei Lopes, parceiro de Padeirinho da Mangueira em C'est fini. Ele divide o microfone com Nilze em Pra lá pra cá (com Dauro do Salgueiro). Nilze estará quinta-feira no Carioca da Gema, com o Choro na Feira.

Dica de disco

A despeito do título, Música pra bater pezinho, do gaúcho Arthur de Faria & seu conjunto, não é para qualquer bailarico. Calcado na ironia tanto poética quanto musical (a escolha de timbres inclui desempenhos do líder em acordeão, marimba, mangueira de piscina, rolo de fita, bojo de lustre e chave de fenda), o CD acumula surpresas. E vadeia gêneros, como em Polka pula, Um tango (que fala em ''manobras de skate'' e está mais para bolero), Milonga da moça gorda e o Xote sem saco. Arthur trabalha com maestria sobre poemas de José Paulo Paes (Revisitação) e Luis Fernando Verissimo (Sexo na cabeça) e calibra a salada estilística que evoca do canto falado do Grupo Rumo à babel do Karnak. Humor fino e música densa. Intervenções de Siba (Mestre Ambrósio), Cida Moreira, Maurício Pereira, Fernanda Takai e John (Pato Fu).

ALTA ROTAÇÃO

  • Ele já tocou com Sivuca, Hermeto Pascoal, Geraldo Azevedo e o erudito Edino Krieger. No novo disco de Zélia Duncan, fez o arranjo para uma das músicas e será o baterista de sua turnê. Além da bateria e da flauta transversa, Fábio Luna mostra em Macunguê-ará, terça-feira, na Sala Baden Powell, sua concepção autoral. Junto com composições próprias (Descascando abacaxi, Órion, A fada Sofia), ele tocará Bach (Ária na quarta corda) e Jacob do Bandolim (Migalhas de amor).

  • Revelado ao abrir a turnê européia de Norah Jones em 2004, Amos Lee saiu inicialmente num EP. Agora chega ao CD solo, que leva seu nome e a chancela da Blue Note. O disco sairá aqui breve e já pode ser pesquisado no site www.amoslee.com. Este mês, Amos excursiona por Bristol, Brighton e Nottingham, na Inglaterra.

  • A cantora Doris Monteiro também ganhou site próprio. Discografia, últimas gravações, biografia e audição de algumas músicas estão em www.dorismonteiro.com.br.

  • O selo Biscoito Fino envereda pelo pop. Sai em julho a trilha do filme Diabo a 4, de Alice Andrade, com Pedro Luis & Lenine (juntos na faixa 4 horizontes), Planet Hemp, DJ Marlboro, Rodrigo Maranhão, Zé Renato e a porção cantora de Marília Gabriela.

    TELE GRÁFICAS

  • Sobrinha da produtora Gilda Mattoso e descendente de Francisco de Queirós Mattoso, parceiro de Lamartine Babo, Elisa Queirós estréia no CD Merecimento, no qual inclui os Jorges Ben (Amante amado) e Drexler (Don de fluir). O show é quarta-feira, na Livraria Da Conde, no Leblon.

  • Filha de Egberto Gismonti, pianista do Trio Arcano, Bianca Gismonti une-se à também pianista (e oboísta) Claudia Castelo Branco no Duo Gisbranco, em concerto na Sala Cecília Meireles, quinta-feira, às 12h30. No repertório, de Astor Piazzolla e Egberto Gismonti a Villa-Lobos e Hermeto Pascoal.

  • Iniciando-se como cantor, o compositor e violonista Chico Pinheiro mostra seu segundo disco hoje e amanhã no Mistura Fina.

  • Violonista e compositor, Raphael Carias lança seu CD Todo dia todo mês todo ano, amanhã, no bar do Porcão, em Ipanema. Canta: Pé de pé, Farinha de Naná, Vem aqui, Para Mel e Léo.

  • Quarta-feira, na Sala Funarte Sidney Miller, o Projeto Pixinguinha reúne os pernambucanos Antúlio Madureira e Lia de Itamaracá e o baiano Roberto Mendes, enquanto em Brasília apresentam-se o carioca Alfredo Del Penho, o paulista Germano Mathias e o goiano Juraíldes Cruz.

  • Retomando parceria iniciada há 30 anos, Elomar e Xangai fazem show único no Canecão, dia 19. Articulam ainda um DVD do álbum Auto da Catingueira, pela gravadora Kuarup.

  • Segunda-feira, com fundo musical do Wilson Meirelles Trio, Johnny Alf põe as mãos na Calçada da Fama da Toca do Vinicius, em Ipanema.

  • Na quinta, Arnaldo Brandão festeja 20 anos de sua banda, a Hanoi Hanoi, no Hard Rock Café, na Barra.

  • Nervoso e banda abrem para o Barão Vermelho amanhã, no Claro Hall.

  • Domingo, a Orquestra Imperial faz seu quarto baile do Dia dos Namorados, no Canecão.

  • Também domingo, em Vigário Geral, o projeto Conexões Urbanas, do Afro Reggae, convida Elba Ramalho, Almir Guineto, Arlindo Cruz, DJ Marlboro, Preta Gil e Fernanda Abreu.


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    [10/JUN/2005]


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