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Durval, afinal


Divulgação

Durval Ferreira, entre os músicos Bebeto e Luís Alves, lança 'Batida diferente'

Um dos maiores compositores da bossa nova, instrumentista que além de ter seu grupo, Os Gatos, alinhavou o balanço do Tamba Trio aos conjuntos de Ed Lincoln e Sérgio Mendes, e foi produtor de artistas como Sandra de Sá e Tião Macalé, Durval Ferreira, 69 anos, 40 de carreira, finalmente mostra a cara num CD autoral, Batida diferente, estréia do selo Guanabara Records. Entre os megaclássicos arrolados (com diferentes parceiros) estão Moça flor, Chuva, Estamos aí, São Salvador e a faixa título. O samba jazz come solto na cozinha, onde atuam Osmar Milito, Mauro Senise, Márcio Montarroyos, Robertinho Silva, Claudio Roditi, Bebeto, Luís Alves e o saxofonista Juarez Araújo, em sua última performance. Uma de suas maiores intérpretes, Leny Andrade, divide os vocais com Durval em Vivendo de ilusão (parceria com Orlando Henriques). O disco será lançado dia 16 na Modern Sound, numa jam session com a turma do CD.

Serenatas & saraus

Produtor de garimpagens históricas, como Chorando Callado, Os pianeiros: velhos sambas, velhos bambas e Bandas de música de ontem e sempre, ao lado do historiador Jairo Severiano, o mineiro José Silas Xavier volta ao ramal, agora solo, no CD Serenatas & saraus, a sair no fim de agosto. A maioria das peças é inédita ou desconhecida, avalizada por autores fundadores, do peso de Callado, Xisto Bahia, Misael Domingues, Carramona, Costa Júnior e Abdon Milanez. Duas peças foram pescadas da revista O Malho, de 1903 e 1904, e há ainda uma valsa feita para a avó do médico memorialista Pedro Nava, gravada na Casa Edison pelo cantor Mário Pinheiro. Os intérpretes são músicos- professores do Conservatório de Música Estadual de Juiz de Fora: Wanda Lantelme (piano), Aline Silveira (flauta), Carlos Eduardo e Maristane Resende (vozes) e Wellington Duarte (violão), este do Clube do Choro.

Eu gosto de mulher

O sucesso da turnê Estampado, de Ana Carolina, renderá um segundo DVD, filmagem assinada pela cineasta e produtora Monique Gardenberg (de Benjamim e do Tim Festival), nos dias 6 e 7 próximos, no Claro Hall. O espetáculo foi concebido como superprodução por Enrique Diaz. Ana, diretora musical do show em parceria com o baixista Dunga, mostra suas facetas de roqueira de guitarra e violoncello, baladista e sambista que trocou a caixa de fósforos por isqueiro em Vestido estampado, que cita a clássica Me deixe em paz, de Monsueto e Ayrton Amorim. No roteiro há novos arranjos para Garganta e Quem de nós dois, além dos hits recentes Encostar na tua, Elevador e Uma louca tempestade. Entram ainda Sinais de fogo, parceria com seu principal fornecedor, Totonho Villeroy, que emplacou na voz de Preta Gil, e o sucesso do grupo Ultraje a Rigor, dos 80, Eu gosto de mulher, para provocar a galera. Com Ana, além do baixista tocam cinco músicos que também são produtores: Carlos Trilha (teclados), Lui Coimbra (cello), Marcelo Costa (bateria), Leonardo Reis (percussão) e Vinicius Rosa (guitarra).

Gonzaga manda Areia

Daniel Gonzaga, o filho de Gonzaguinha, chega ao quarto título, Areia (Dabliú), onde empreende uma fusão de xote (lançado no sul pelo avô, Luiz Gonzaga) e blues. A faixa de abertura, Nascimento, incorpora um sampler do poeta cearense Patativa do Assaré, O retrato do sertão. As letras lembram a metralha giratória do pai, ainda mais descrentes, como Palestttina (''somos todos iguais e morremos de graça'') ou Vidro (''o homem não nasceu para ser livre''). Dia 9 próximo ele lança o disco no Ballroom.

Fernanda com Living

Os integrantes do grupo americano Living Colour Doug Wimbish (baixo) e Will Calhoun (bateria) participam de várias faixas do novo álbum da cantora Fernanda Porto, que deu voz e rosto à MEB (Música Eletrônica Brasileira) em seu disco inicial. No novo cardápio, todo autoral, rolam Bola (parceria com Vitor Belis), Assalto (com Lina Albuquerque) e Pensamento, poema de Arnaldo Antunes musicado por ela. Nos estúdios da gravadora Trama, onde o disco foi gravado, o pessoal do Living conheceu o rapper Rappin'Hood e acabou atuando no disco dele também.

Mundo cão virtual

O mundo virtual compete com o universo real. Criado em animação, o personagem virtual Dogão, o cão rapper, lança seu primeiro CD seguindo a linha da banda britânica Gorillaz. Resultado de parceria da Sony com o selo Arsenal, do produtor Rick Bonadio (que mantém a identidade vocal do animal cibernético em sigilo), o disco tem até clipe veiculado na MTV, Dogão é mau. Outras faixas: Banho e tosa, Parvo virose, Eu sou dogão, mais a apresentação de sua garota e backing vocal, Eu sou a (nega) Ganja.

Virtual Jair grátis

O novo álbum de Jair Oliveira será 100% virtual. É o 3.2, que sucede o 3.1 do ano passado, para o qual deixou registradas excedentes, num total de 30 composições. Sua gravadora, a Trama, vai disponibiliza-lo só na internet, para ser baixado grátis. Entre as faixas estão O beijo dela, Feira da dor primeira e Memória falha, todas inéditas.

Chico cantado

Não ficará só nas imagens, fotos e raridades a exposição O tempo e o artista, de Chico Buarque, na Biblioteca Nacional. Estão programados quatro shows para o auditório da biblioteca nas sextas de agosto, sempre às 18h30. O repertório será de músicas do homenageado. Escalados: Renato Braz (dia 6), Mônica Salmaso (13), Teresa Cristina e Grupo Semente (20) e Quarteto Maogani (27).

Pagode do trem

Pilotado pelo compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, o tradicional Pagode do trem pegou embalo e terá nada menos de seis edições este ano, sempre conduzidas pelo anfitrião, em palco armado na Central. A primeira, dia 13 próximo, celebra a comunidade de Oswaldo Cruz, com a Velha Guarda da Portela e a família Diniz: Monarco, Mauro e Marquinhos. Dia 27 de agosto, homenagens a Bento Ribeiro (de Zé Keti) e a Marechal Hermes (de Luperce Miranda) com Wilson Moreira, Serginho Procópio e Pagode Jazz Sardinha's Band. Na edição de setembro louva-se a Serrinha de Dona Ivone Lara e da Velha Guarda do Império. Na de outubro, a região da Leopoldina, provavelmente com Paulo Moura e partideiros do Cacique de Ramos, incluindo o percussionista Banana, neto de João da Bahiana. Em novembro será a vez da Mangueira de Nelson Sargento, Tantinho, Xangô e da Velha Guarda. E, no Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, partem quatro trens sambando da Central. Marquinhos de Oswaldo Cruz se apresenta solo dia 5, na Calouste Gulbenkian, na Praça 11.

dica de disco

Descoberta aos 16 anos, Jamesetta Hawkins, a Etta James, foi uma desbravadora do rhythm & blues, tangenciando o jazz e até o country, em sua voz rude flambada no soul. Neste Blues to the bone (BMG) ela vai fundo nas raízes, com um texto do cineasta Martin Scorsese na contracapa. O cardápio viaja de Howlin'Wolf (Smokestack lightinin') a Sonny Boy Williamson (Don't start me to talking) e ao fundador Robert Johnson (Dust my brown). Fecha o disco, devastadora, acompanhada apenas por guitarra acústica e dobro, em Honey don't tear my clothes (Lightinin'Hopkins).

TELE GRÁFICAS

  • Gravado em digital, com 30 minutos de duração, direção de Ludmila Curi e Nira Bessler e imagens de Carlos Blanco, o documentário Forrobodó for all, que será exibido dia 8 no Cine Buraco de Laranjeiras, mostra a recuperação do forró pé-de-serra pela juventude da classe média carioca. Depoimentos de Elba Ramalho, Gil, Caetano, Geraldo Azevedo e Moraes Moreira. No lançamento, o Trio Balanço Bom, Regional 5 e o DJ Xeleléu.

  • Cantor, compositor, comediante, instrumentista e artista plástico, Monsueto Menezes (1924-1973), expoente da extinta Favela da Praia do Pinto (onde hoje é a Selva de Pedra, no Leblon), terá sua obra revisitada por Elza Soares, Marlene, Sandra de Sá e Mart'nália na entrega do Prêmio Rival BR, de 11 categorias da MPB independente, dia 4, com direito a telão para a Cinelândia.

  • Nas terças de agosto a distribuidora indie Tratore faz shows com os artistas de seu catálogo, na Modern Sound. A saber: João Suplicy (dia 3), Blues Etílicos (10), Manu Lafer & Danilo Caymmi (17) e Elza Soares (24). Na mesma casa, dia 2, o trompetista Guilherme Dias Gomes manda seu CD L'amour.

  • Paula Morelenbaum autografa dia 3, na Livraria Argumento, o CD Berimbaum, agendado para Japão e Estados Unidos.

  • A pianista Fernanda Chaves Canaud e o bandolinista Marco de Pinna destilam choros domingo na Toca do Vinicius, em Ipanema.

  • Dia 4, o Carioca da Gema lembra a jornalista Lena Frias, falecida em maio, num show com suas músicas favoritas. Com Luciane Menezes, Dorina, Serginho Procópio e o Dobrando a Esquina.

  • No embalo do novo sucesso, Amores imperfeitos, o Skank volta ao Canecão, de 6 a 8 de agosto.

  • O baiano Xangai participa da série Forró de cabo a rabo, dia 3, no CCBB, e divulga o novo CD, Nóis é jeca mais é jóia, em parceria com Juraildes da Cruz.

  • O novo Espaço Cultural Maurice Valansi, na Rua Martins Ferreira, em Botafogo, abre para o jazz a partir do dia 4, com o pianista Tomás Improta e a cantora Leila Maria.

  • Gilson Peranzetta e Mauro Senise arremessam o CD em duo Frente a frente, dia 5, no Mistura Fina.

  • Hoje tem o vocal Nós Quatro (Célia Vaz, Ana Zinger, Márcio Lott e Fabíola) no Cais do Oriente.

    ALTA ROTAÇÃO

  • Uma amostra das inéditas de Babylon by Gus vol. 1, o ano do macaco, do ex- vocalista do Planet Hemp Black Alien, baixa hoje na participação dele na festa Ponto zero, que rola no 00 da Gávea. Finalizado na semana passada, no estúdio Tambor da Deckdisc, o CD sai no fatídico 11 de setembro.

  • A Nação Zumbi prepara o arremesso do primeiro DVD, Propaganda, com um show gravado no ano passado no Directv Music Hall. Inclui cenas de Recife, da turnê européia e entrevistas com a banda. Aberta pela banda Eddie, a Nação aporta no Canecão dia 11 e lança o clipe homônimo do DVD.

  • Partituras, métodos, álbuns e songbooks de música brasileira, estrangeira e erudita, de editoras como Vitale, Ricordi, Lumiar e Bruno Quaino, podem ser encontrados na loja virtual Acorde Perfeito (acordeperfeito.com.br), que se materializa no Flamengo, na Rua Marquês de Abrantes, 168/ loja 19.

  • O gaúcho Nico Nicolaiewski (do duo Tangos & Tragédias) editou em CD a ópera cômica As sete caras da verdade (Barulhinho), acompanhada de libreto em quadrinhos e karaokê. Da gravação participam 12 instrumentos (de violinos, viola e cello a harpa, tímpanos, cravo, trombone e trompa), além de oito integrantes do Coral de Porto Alegre. O trailer da ópera e a venda do CD estão no endereço operaatomica.com.br.


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    [30/JUL/2004]


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