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Arnaldo pós-Tribalistas


Divulgação

Farofa Carioca: de volta, a pedidos dos fãs, com novo vocalista

Vem aí o primeiro rebento pós-Tribalistas. Na segunda quinzena de abril, um dos integrantes do trio, Arnaldo Antunes (acima), lança seu sexto CD solo, Saiba. Sairá no selo dele, Rosa Celeste, distribuição e promoção da BMG. O primeiro single, Consumado, de autoria dos Tribalistas Carlinhos Brown, Marisa Monte e o próprio Arnaldo, roda nas rádios a partir de 5 de abril. Também entram no CD, produzido por Arnaldo e Chico Neves, Elizabeth no Chuí (Arnaldo Antunes/ Carlinhos Brown), a faixa título de autoria do solista e o clássico do samba A razão dá-se a quem tem, da trinca Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves.

Farofa reformada

Com a saída de Seu Jorge para carreira solo, o Farofa Carioca deu uma parada de dois anos. Mas, a pedidos dos fãs, o grupo voltou com um novo vocalista, Mário Broder, ex-seminarista, casado com a filha de Paulo Moura, cujo sobrinho, Gabriel, é um dos fundadores da banda. Mário já excursionou pela Europa na banda Funk 'n' Lata de Ivo Meirelles. O Farofa apresenta-se hoje na Lona Cultural Gilberto Gil e dia 3 de abril, com Jorge Ben Jor, na Fundição Progresso.

O cantor das multidões

Considerado por João Gilberto o maior cantor brasileiro, Orlando Silva ganha biomusical dia 15, na Sala Baden Powell, estrelada pelo ator Tuca Andrada, ao lado de Inez Viana (que protagonizou Elis Regina em A estrela do Brasil), mais Leandro Nassum e Marcelo Vianna. Com direção musical de Marcelo Neves, Orlando Silva - O cantor das multidões traz 22 canções (entre elas os totens Carinhoso, Rosa, Lábios que beijei, Nada além), acompanhadas por uma formação de piano, baixo, bateria, violão e sopros com arranjos criados especialmente para o musical.

Viola ganha prêmio

Vai ser lançado no próximo mês, em São Paulo, o Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004. A idéia é divulgar e estimular a produção de novas composições instrumentais e intérpretes na área da música de viola. As inscrições devem ser feitas nos meses de abril e maio no site da empresa responsável pela organização do festival (www.direcaocultura.com.br), que traz o regulamento do Prêmio. Serão seis eliminatórias regionais (BH, Brasília, Campinas, Cuiabá e Curitiba), a começar por São Paulo, dia 27 de junho, no Theatro São Pedro, onde também ocorrerá a final. Na abertura de cada eliminatória haverá um show com o compositor, violeiro e ensaísta Ivan Vilela, curador do prêmio e presidente do júri.

Carcará no reggae

A banda baiana Scambo no CD Exerça catapultou para o reggae e o heavy rock o avatar da esquerda musical Carcará, de João do Vale e João Cândido, que explodiu na voz de Maria Bethânia em 1965. Prefacia a faixa a brechtiana Eu vivo num tempo de guerra (e não É um tempo de guerra como está na ficha técnica), de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri (e não Augusto Boal), da peça Arena conta Zumbi.

Lounge & bossa

Salpicando sua seleção relaxante ''de coisas divertidas'', o jornalista Rodrigo Faour assina O lounge brasileiro de Waldir Calmon, Moacyr Silva e Walter Wanderley. O menu mistura Rock around the clock, Maria escandalosa em cha cha cha, Tequila, Vôo do besouro e Les cornichons.

  • Alinhavado por violão e guitarra de Celso Fonseca, o CD Nossa bossa (BMG) recicla clássicos do movimento nas vozes descendentes de Bena (filho de Edu) Lobo (Berimbau); Mariana (neta de Vinicius de) Moraes (Vivo sonhando); Kay (filha de Carlos) Lyra (Meditação); Daniel (neto de Tom) Jobim (Angela); Moreno (filho de Caetano) Veloso (Você e eu); e mais as filhas de Joyce, Ana Martins (Água de beber) e Clara Moreno (Por causa de você menina).

    Beatles raros

    Raros registros dos Fab Four pré-fama estão no DVD The Beatles with Tony Sheridan (Universal), cantor alemão que acolheu os rapazes desconhecidos em 1961 e gravou com eles, entre outros, os standards Sweet Georgia Brown e When the saints go marchin' in. Há entrevistas de John, George e Paul e versões obscuras de Cry for shadow (George/ John), Ain't she sweet e Skinny Minny, do repertório do pai do rock Bill Haley.

    Lupo aos 90

    Ator de cinema e cantor, Ronaldo Lupo começou em 1933 com o Samba da saudade, parceria com Saint-Clair Sena. A partir de 1953, com Era uma vez um vagabundo, sob direção de Luiz de Barros, que mereceu cotação 3 estrelas de Mary (pseudônimo crítico de Nelson Rodrigues), alternou filmes e gravações. Em chanchadas como Trabalhou bem Genival, Genival é de morte e Tem boi na linha, projetou o hoje cult Zé Trindade. Em Só naquela base contracenou com Dercy Gonçalves. Morando em Saquarema, ele gravou no fim do ano passado o CD Ronaldo Lupo aos 90 - Para os amigos, com um resumo de seu repertório de filmes & discos: Eu sonhei, Como um velho trovador, Morena, morena, Confissão e Samba da saudade.

    O som de Cristo

    A sanguinolenta Paixão de Cristo, de Mel Gibson, tem trilha escolhida por ele, que juntou de Bob Dylan (Not dark yet) a Elvis (Where no one stands alone), além de uma versão da Ave Maria gravada por Dolores O'Riordan, vocalista dos Cranberries.

    TELE GRÁFICAS

  • A roqueira baiana Pity está hoje no Ballroom e amanhã na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, turbinada pela projeção internacional, via MTV, de seu clipe de estréia Máscara, com direção de Maurício Eça. Ele entrou na programação da MTV U, o canal universitário da rede, selecionado entre 50 outros nacionais ao lado do também estreante Igloo, do grupo paulista Lava.

  • De 1º a 3 de abril, no Espaço Musical Castelo da Lagoa/ Chico's Bar, Marcel Baden comemora 21 anos e celebra a obra do pai Baden Powell ao lado de Paulo Cesar Pinheiro, Roberto Menescal, Léo Gandelman, João de Aquino, Áurea Martins e Cris Delano. Apresentação é de Miele, que dirige o show com Paulo Marinho.

  • Amanhã, o músico Yassir (sobrinho de Almir e filho de Brás) Chediak abre seu Sarau no Dândi Brasil de Ipanema, espaço dedicado a novos, como a cantora Luciana Coló, acompanhada por Rafael Gemal, especialista em sambas de breque, a atriz e cantora Juliana (filha de Paulo) Betti e Márcia Kern, que celebrará Clara Nunes.

  • Na segunda, o Teatro Rival, hoje BR, sob o comando de Angela (filha do fundador Americo) Leal, comemora 70 anos numa festa com a Orquestra Tabajara. Dia terça, tem Orquestra Imperial e, de 24 a 27, Monarco recebe convidados, de Paulinho da Viola a D. Ivone Lara. Dia 31, Tia Surica lança CD solo.

  • Hoje, Aleh manda no Cais do Oriente o seu CD Mpbsoulsambagroove, que inclui Dona da banca, sucesso de Daniela Mercury.

  • No Oi Noites Cariocas do Morro da Urca, tem Nando Reis e Os Infernais hoje. E amanhã, Ultraje a Rigor.

  • Com abertura do DJ Marlboro, o Afro Reggae apresenta-se domingo na praça do INSS, em Bangu, com MV Bill e Paralamas.

  • Com mais de 600 mil discos vendidos de seus três CDs, Ana Carolina bate violão, guitarra, pandeiro e isqueiro (''a caixa de fósforos atual'') em Estampado, amanhã e domingo, no Claro Hall.

  • Distorção com tamborim, o rock samba (e vice-versa) do Mané Sagaz rola amanhã na Casa Rosa, de Laranjeiras, e dia 27, no Casarão Cultural dos Arcos.

  • Dia 24, no Centro Cultural Justiça Federal, na série Delira Música, o Trio Taluá mostra seu disco.

  • O pianista americano Jeff Gardner e o trompetista Barrosinho tocam dia 23 na Arlequim CDs da Praça XV.

  • Pós-carnaval, o Monobloco agita com o AfroRio a Fundição Progresso, dia 27.

  • Dentro do festival É Tudo Verdade, o CCBB apresenta, 25 próximo a 4 de abril, uma retrospectiva dos documentários musicais brasileiros Bethânia bem de perto, de Eduardo Escorel e Julio Bressane; Carmen Miranda, bananas is my business, de Helena Solberg; Nelson cavaquinho, de Leon Hirszman; Nelson Freire, de João Moreira Salles; Nelson Sargento, de Estevão Ciavatta; Os doces bárbaros, de Jom Tob Azulay; Paulinho da Viola - Meu tempo é hoje, de Izabel Jaguaribe; Samba Riachão, de Jorge Alfredo; e Tim Maia, de Flávio Tambelini.

  • Leila Pinheiro apresenta seu Voz e piano dia 28, no Museu do Açude, com leitura de textos de Adélia Prado.


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    [19/MAR/2004]


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