Violão de seis cordas do Trio Madeira Brasil, Zé Paulo Becker, 34, que em 2001 lançou
Lendas brasileiras, manda dia 9, na Sala Baden Powell, o novo solo
Sob o Redentor, à frente de uma banda de cinco músicos e participações estelares como Leila Pinheiro, Elza Soares, Yamandu Costa, Zé da Velha e Silvério Pontes. São 13 faixas compostas nos últimos 12 anos, como
Samba Lelê, de linha percussiva na mão direita inspirada no violonista que nomeia a Sala. E mais o ijexá
Nada bem claro, com o acordeon de Chico Chagas, o tema modal
Zé Pureza (com cordas orquestradas por Jayme Vignoli) composto para o documentário homônimo sobre um acampamento dos sem-terra. Leila Pinheiro canta em
Rua Bariri e Elza Soares na sugestiva
Há Miles que vem para bem, ambas letradas pelo craque Aldir Blanc. Em março de 2004, Zé Paulo se apresenta com o Trio Madeira Brasil em Marselha. O disco do TMB e seus dois solos serão lançados pelo selo local especializado em Brasil, Amar é Lindo.
Pernambuco no choro
O choro é carioca, certo? Sim, mas sua linguagem é nacional, reitera o CD Choros pernambucanos vol. 1 do Sexteto Capibaribe, liderado pelo bandolinista Marco Cesar. O disco antecipa os centenários de nascimento de Capiba (de quem foi gravado Choro para Marco Cesar) e Edgar Moraes (Experiência), ambos em 2004. Além deles há choros de José Menezes (Maluquinho, Beija-flor), Luiz Guimarães (Bandolinando, Requintado, Choro para Capiba) e do próprio Marco (Bissonis e dodéis) com João Lyra.
A peneira de Plant
Garimpadas pelo próprio Robert Plant, músicas das fases anterior e posterior ao Led Zeppelin estão no duplo Sixty six to Timbuktu (Universal). ''Tentei misturar canções dos anos 80 com gravações feitas a partir de 1993.'' Entre as 35 faixas há solos de Plant, como Ship of fools e Big log, e a inédita Upside down, além de demos como The Band of Buffalo Springfield e o cover de Hey Joe.
Samba no trem
Terça, dia nacional do gênero, terá nova edição do Trem do Samba, com concentração na Central, a partir das 17 horas. O evento foi idealizado por Paulo da Portela nos primórdios e relançado em 1990 pelo compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, que volta a comandar o pagode com a Velha Guarda da Portela e as co-irmãs do Salgueiro e Império e os sambistas Nelson Sargento, Walter Alfaiate, Renatinho Partideiro, Wilson Moreira, Xangô e Tantinho da Mangueira. Rodas de samba tradicionais da cidade também embarcarão nessa: Samba na Veia, Partideiros do Cacique, Pagode da Tia Doca, Bip Bip, Pagode do Pau Ferro, etc.
Delira Música
Novo selo na praça, o Delira Música, direção de Luciana Pegorer, flautista e produtora, estréia com títulos do pianista Luiz Avellar (Ciclos ao vivo), do violonista Turíbio Santos (O Guarani) e do Trio Taluá, além da série The Jazz Masters, que traz a parceria de Charlie Parker e Miles Davis e o início da carreira de Wynton Marsalis. O show de lançamento será segunda no Sitio Lounge na Gávea.
Eletro Pier
Um panorama da música eletrônica rola no evento Paradise Land III, dia 6, no Pier da Praça Mauá. Três tendas serão montadas. A do hip hop terá nas carrapetas dos DJs Saddam (também rapper com o segundo CD, Batendo de frente a sair), o DJ Pachu e o DJ Lil Rapha (que incorpora o rap cubano). A tenda Tecno, com o precursor do ramo DJ Maurício Lopes, DJ Ricardinho NS (que vai misturar tecno e house) e a tenda Trance com os DJs Sono, Fluorenzo e Bruno Braga (numa apresentação ao vivo utilizando batidas nordestinas).
Curupira desinventa
Gauchada em Belô, Serenata nº 4, Congada de agradecimento. Fundado em 1996, o instrumental Trio Curupira (Fábio Gouveia no baixo no lugar de de Ricardo Zohyo) volta a investigar a mescla de gêneros e culturas do país no segundo disco, Desinventado (JAM Music). Estréia dia 4 no Mistura Fina.
Mariana se firma
Neta do poeta Vinicius, Mariana de Moraes mostra dia 3, no Mistura, o show que rodou França, Itália e Espanha num pré-aquecimento do novo disco que prepara com Daniel Santiago (violão e direção musical), Gabriel Grossi (gaita), André Vasconcellos (baixo) e Herivelto Silva (bateria). Adriana Calcanhotto é convidada numa homenagem a Vinicius (Ela é carioca, Poeta aprendiz, O seqüestrador) e o cardápio ainda abrange Henri Salvador (Barbárie) e Batatinha (Imitação da vida).
A outra Teresa
Depois de debutar num CD duplo em tributo a Paulinho da Viola, Teresa Cristina mostra a outra face, autoral, no disco que começou a gravar na Deckdisc mais uma vez acompanhada pelo Grupo Semente e produzida por Paulão 7 Cordas. Em turnê com Ana Carolina, requisitado de Marisa Monte ao ministro Gil, o percussionista baiano Leonardo Reis terá participação em duas faixas. Uma delas é um pot-pourri de sambas de roda do Recôncavo, a outra uma inédita da própria Teresa.
Bowie versão Seu Jorge
David Bowie terá 20 músicas vertidas para o português por Seu Jorge. Radicado há três meses em Roma, onde filma o longa-metragem The life aquatic, da Walt Disney, ele foi requisitado pelo diretor do filme para a tarefa. No roteiro, Seu Jorge é Pelé dos Santos, único brasileiro na tripulação do oceanógrafo interpretado por Bill Murray. Responsável pela segurança, ele é também o agitador noturno que canta, dança e toca vários instrumentos. Seu Jorge volta em janeiro e negocia com Bowie um show no Brasil.
Chega DonaZica
Filha de Itamar Assumpção, Anelis Assumpção (voz e percussão) formou com Iara Rennó (voz e violão), filha do letrista Carlos Rennó e da cantora Alzira Espíndola, o grupo DonaZica, que estréia no CD Composição, onde confluem carimbó, rock, samba, drum 'n' bass e maracatu. ''Diferenças que se harmonizam e afinidades que discordam'', define Anelis. No repertório, Piano (ofídico fatídico), Protesto pessoal, Macunaíma e Jabá (''pro rádio e pra TV/ pra poder aparecer'').
Rush in Rio
Power trio de estimação dos pósprogressivos,
o canadense Rush
desembarca ao mesmo tempo um
DVD duplo, da Sum Records (o primeiro
ao vivo), e um CD triplo, da Warner,
ambos ambientados no Brasil. Os dois
têm o mesmo título, Rush in Rio, e foram
registrados no Maracanã, dia 23 de
novembro de 2002, diante de 40 mil
espectadores (o público médio da turnê
Vapor trails nos EUA e Canadá girou em
torno de 12 mil pessoas). No DVD há
ainda imagens da turnê colhidas em
Porto Alegre e São Paulo, além de
opções variadas de (22) câmeras, cenas e
clipes. Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil
Peart (com direito a um longo solo em O
baterista ) viajam num concerto de três
horas que cobre os 30 anos de carreira do
grupo. Sucessos como The spirit of radio,
Tom Sawyer, Closer to the heart, Ne w
world man, The big money, Free will e
Limelight convivem com a versão
acústica inédita de Resist do álbum Test
for echo (1996), versões “piratas
autorizadas” (seja lá o que for isso) de
Beetween sun & moon, do álbum
Counterparts (1993), nunca tocadas ao
vivo antes, e Vital signs, de Moving
pictures (1981). Rola ainda um
documentário de Andrew
MacNaughtan, fotógrafo da banda com
entrevistas e imagens raras de ensaios e
bastidores, um desenho animado de By
tor & the snow dog (de Fly by night, de
1975) e uma performance de Anthem, do
mesmo ano, fisgada no baú do trio.
Torto autoral
Simpático, o
Rush in Rio tem uma longa
citação de
Garota de Ipanema na faixa L
a
Villa Strangiatto. Mas não há qualquer
menção aos autores, Tom Jobim & Vinicius
de Moraes, na ficha técnica. Como fica?
ALTA ROTAÇÃO
A série de cinco programas Música libre do canal GNT, dirigida por Carolina Sá, revelada aqui no JB como Musa do Verão, vasculha as sonoridades de Cuba, Jamaica, Haiti, República Dominicana, Trinidad & Tobago, onde misturam-se as culturas africana, nativa, européia. Estréia dia 8.
Com intervenções de Lenine e Adriana Calcanhotto, Francis Hime (foto) encerra o giro de Brasil lua cheia, quarta próxima, no Canecão. Em 2004 lança a caixa com discografia completa após 40 anos de carreira.
Já está no ar a reformulação do site oficial de Los Hermanos www.loshermanos.com.br, desenvolvida pelo designer carioca Ricardo Brautigam, com ilustrações do francês Michel Le Page, o do encarte do disco Ventura. Os (sete) videoclipes da banda ficam disponíveis para download, há um clube virtual com vantagens para os fãs, loja online com produtos personalizados etc. No sábado, dia 6, Los Hermanos apresentam pela primeira vez na Fundição Progresso o show do CD Ventura, seguido por um bailão da Orquestra Imperial.
Entre o natal e o carnaval, Marcos Sacramento prepara Memorável samba, enquanto Eveline Hecker lança Ponte aérea somente com músicas de José Miguel Wisnik, em janeiro, e o pianista João Carlos Assis Brasil homenageia o irmão no CD Jazz Brasil. Tudo pela Biscoito Fino, que, através do selo Quelé (de Maria Bethânia), arremessa Lamento do samba, de Paulo Cesar Pinheiro.
Radicado nos EUA, o violonista Carlos Barbosa-Lima, de férias no Brasil, traz seu novo disco, Natalia, com temas de Isaías Sávio (Batucada), Augustin Lara (Maria Bonita) e Leo Brower (Danza característica).
TELE GRÁFICAS
Dia 11, no Teatro João Caetano, o compositor Paulo Cesar Pinheiro recebe o Prêmio Shell (23º da série) pelo conjunto da obra num espetáculo com Nana Caymmi, MPB-4, Sérgio Santos, Amélia Rabello e Renato Braz.
Zé da Velha (trombone) e Silvério Pontes (trompete) tocam, dia 2, no Carioca da Gema, na Lapa.
Até amanhã Paulinho Tapajós destila seus clássicos (Irmãos Coragem, Menininha do portão, Andança) com Claudia (filha de Silvia) Telles, que retoma a bossa nova, no Vinicius de Ipanema.
O maestro do Zaire, Ray Lema que incorporou a sinfônica à música africana, apresenta-se hoje e amanhã no Cais do Oriente.
Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcanti, de quinta a domingo próximos, seguem no show Canto para Nora Ney, no Teatro Ipanema. Comove a inclusão do viúvo da cantora, Jorge Goulart.
Carioca de 55 anos, o pianista Paulo Midosi já integrou um grupo de bossa nova que contava com Aldir Blanc na bateria e Silvio da Silva Jr. (da parceria com Aldir Amigo é pra essas coisas) no violão. Agora, ao lado de Haroldo Cazes (com Durval Ferreira e José Staneck), ele lança o CD Olho d'água, hoje e amanhã, no Bar do Tom.
O show Vivo no verão reúne na Praia de Copacabana, amanhã, às 19h, Titãs e Kid Abelha, em frente ao Copacabana Palace.
Cris Delano e Roberto Menescal - Eu e Cris, já em CD - gravam hoje o DVD ao vivo no Teatro Café Pequeno.
Chico Cesar fecha a tampa da série Música da África (após Teófilo Chantre, do Cabo Verde, Sally Nyolo, de Camarões, e El-Hadj N'Daye, do Senegal) neste fim de semana.
Dia 3 tem Wilson Simoninha na série Trama ao vivo, no Ballroom. Sandra de Sá é convidada.
Com intervenções de Armandinho e Jovi Joviniano, o pianista Fernando Moura mostra seu novo CD Do bom e do melhor, também dia 3, na FNAC.