Um encontro quase sobrenatural de afinações & afinidades, o disco
Duo poderá ser degustado ao vivo dias 14 e 15, no Mistura Fina. Juntam-se o piano de Cesar Camargo Mariano e o violão/guitarra de Romero Lubambo, ambos radicados há anos nos EUA. No cardápio dos
gourmets sonoros,
Samba dobrado, de Djavan, com uma introdução
bluesy;
Fotografia, de Tom Jobim; e a pérola pré-bossa
Era bom (Hianto de Almeida/ Macedo Netto).
Os transgressores
Superado o surrado rótulo de maldito, Jorge Mautner inaugura a série Transgressores, do Centro Cultural Banco do Brasil, dia 11, em duas sessões. O transgressor seguinte é o erudito da caatinga Elomar Figueira de Mello, com suas puluxias e óperas medievas, dia 18. Depois vem o tropicalista dissidente Tom Zé, dia 26; e o inventor do papo musical cabeça Walter Franco, em 1º de abril.
Pixies raros
Na seqüência do mini-álbum Come on pilgrim, os cultuados Pixies têm agrupado num CD o restante da obscura demo de 17 faixas que o grupo produziu em sua primeira entrada em estúdio, em 1987. The purple tape (Sum), com nove músicas, desentoca esse tesouro perdido incluindo a preciosa Rock a my soul, não lançada oficialmente.
Ruído festival
Casa cheia na edição do ano passado, o Ballroom agita a pós-folia com o Ruído Festival 2003, amanhã e domingo. O ex-Replicante Wander Wildner abre os trabalhos disparando baladas punk bregas. Outras atrações da primeira noite: os também gaúchos Diego Medina & sua Turma, a banda carioca Narjara (que combina violinos, trumpetes e megafones), a baiana Brinde (formada em 2001) e mais Glamourama (devota de Led Zeppelin, Stones, Bowie e T-Rex) e o powerpop do Onno. Domingo, tem a capixaba Os Pedrero, banda alternativa do Mukeka di Rato, com novo CD engatilhado (Estilo selvagem rock'n'roll), os surfistas cariocas Netunos e Gol, o hardcore do Noção de Nada e ainda Canastra (fundado por Renatinho, ex-Acabou La Tequila) e o tosquera Cara de Porco, com suas letras bizarras e pogação geral.
Pulo do gato
Ainda em negociações com a casa noturna que abrigará a noitada, o pilar da Jovem Guarda Getúlio Côrtes prepara o show de lançamento do CD O pulo do negro gato, produzido por Leno Azevedo (da dupla com Lílian). Irmão de Gerson King Combo, Getúlio compôs vários sucessos gravados por Roberto Carlos, no disco recantados por Wanderléa (Quase fui lhe procurar ), Erasmo Carlos (Pega ladrão), Léo Jaime (O tempo vai apagar), Jerry Adriani (O sósia), Eduardo Dusek (O feio), Fagner (Atitudes), Márcio Greyck (Uma palavra amiga), além, claro, de Negro gato, em canto coletivo. Boa parte dos participantes do CD (que tem ainda Leno, Renato & Blue Caps, Golden Boys, Gerson King Combo) estará no show.
Volta o Café-Teatro
Local de agitação cultural em meados da década de 60, o Café-Teatro Casa Grande, no Leblon, aberto em agosto de 1966, volta às origens a partir do dia 13 com a inauguração da roda de samba, bossa & MPB, tendo como mestre de cerimônias o historiador Sérgio Cabral. Na primeira edição do evento, com o grupo Samba Quem Sabe, os homenageados serão Elton Medeiros, Sérgio Ricardo e a promotora cultural Teresa Aragão.
MPB à francesa
O intrépido Remy Kolpa Kopul, jornalista e agitador da MPB na França, através da Rádio Nova parisiense lançou uma compilação de abalar. O CD Novo Brasil escala Marcos Valle (Nova bossa nova) e Suzano (Flash), Bebel Gilberto (Sem contenção), o eletrônico Anvil FX & Pat C (Sexy punk), Lenine (Rosebud), DJ Dolores & Orquestra Santa Massa (Catimbó) e João Bosco (Bernardo, o eremita).
O tempo de Celso
Mineiro de São Domingos do Prata descoberto por Milton Nascimento, que produziu seu disco de estréia em 1983, Celso Adolfo está para o Clube da Esquina meio como Tom Zé para a Tropicália. Compositor de caligrafia própria e refinada, ele não teve ainda a atenção merecida, apesar do estouro de Coração brasileiro na voz do próprio Milton e de Elba Ramalho. Celso seguiu independente. Em 2000, lançou Festa do padroeiro, ligado às festas do interior, e volta agora com o reflexivo e belo O tempo, produzido por ele, que vai ser lançado em abril, a partir de Belo Horizonte. A cantora argentina Sol Alac participa do bolero Depois das dez.
Transtorno de Lanlan
Desembarca na primeira semana de abril o primeiro solo de Lanlan, percussionista revelada na banda de Cássia Eller. Com ela traz altas doses de guitarra e batuque num estilo que a própria define como ''transtorno rítmico percussivo''. Com a faixa 100 xurumela já rodando nas rádios, o disco, gravado no estúdio Em Casa, gentilmente cedido por Djavan e os filhos Max e João Vianna, é todo autoral. Com exceção de Sorriso do lagarto (Márcio Mello), as restantes 13 faixas (Bilhete, Bicharada, Broto, mais algumas em parcerias) levam a assinatura de Lanlan, que co-produziu o CD com Fernando Nunes, Walter Villaça, Carlos Pontual e o grupo Elaines, que a acompanha. Em Delaveraveraboom rola uma versão para a música catalã do grupo Macaco, participação da cantora Jussara Silveira. Também entram no disco Seu benzinho, de Lanlan e Erika Nande (Penélope), Amor destrambelhado (parceria com Marcio Mello já gravada por Cássia), e Machucadinho, de Lanlan com os guitarristas Walter Villaça e Carlos Pontual, que integram os Elaines ao lado de Thamyma Brasil (percussão), Fernando Nunes (baixo), Maurício Braga ( bateria) e Nara Gil (backing).
TELE GRÁFICAS
Zélia Duncan estréia dia 12 temporada de duas semanas no teatro Rival com o show do CD Sortimento vivo.
O grupo Suburblues e Celso Blues Boy exercitam o gênero de seus nomes artísticos dia 15 no Nectar, em Vargem Grande.
O compositor e instrumentista Rodrigo Lessa (Nó em Pingo D'Água) e o cantor e autor Mauro Aguiar (Boca que Usa) unem-se no disco Fora de esquadro, a ser lançado dia 20 na FNAC.
O grupo de samba O Roda (dia 13) e a cantora Marcia Krengiel (14 e 15) estão no novo espaço Toq Final, do Leblon.