Agendado para dia 30 no circuito, o filme
Cidade de Deus de Fernando Meirelles baseado no livro de Paulo Lins, causou enorme impacto no Festival de Cannes onde foi exibido. Com ele desembarca a trilha sonora pela Milan Records. Além de composições feitas para o enredo por Ed Côrtes & Antonio Pinto (
Meu nome é Zé,
Vida de otário,
Estória da Boca,
Morte de Zé Pequeno) e o
Funk da virada (só de AP) entram gravações de Tim Maia (
Azul da cor do mar,
No caminho do bem), Cartola (
Alvorada,
Preciso me encontrar), Hyldon (
Na rua, na chuva, na fazenda), Raul Seixas (
Metamorfose ambulante) e Simonal (
Nem vem que não tem).
O tempo dos Caymmi
Um CD em família. Mas que família! Nana Caymmi canta a obra do pai, Dorival no CD O mar e o tempo, o mesmo título da biografia dele escrita no ano passado por sua filha Stella Caymmi para a editora 34. Os arranjos são do mano Dori Caymmi e mais Cristóvão Bastos. Produzido pelo José Milton que sempre trabalha com Nana, o disco revisita Peguei um ita no norte , O bem do mar, Não tem solução, Saudade da Bahia, Você não sabe amar, Saudade de Itapoã. Só pepitas mais o gancho da inédita Desde ontem, eleita a música de trabalho.
Gabi canta Dick
A apresentadora-atriz-jornalista Marília Gabriela volta ao ofício de cantora (seu último disco é de 1984) em dois CDs já engatilhados, via Universal. O primeiro, agendado para outubro, por sugestão da colega Simone, será um mergulho no samba-canção pré-bossa do cantor/pianista Farnésio Dutra e Silva, o Dick Farney (1921-1987), de Alguém como tu (Jair Amorim/ José Maria de Abreu) a Perdido de amor (Luis Bonfá) e a bossa Você (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli).
Multisopros
Estrelona do neobop, James Carter faz dois shows no Mistura Fina, dias 16 e 17 próximos. Americano de Detroit, 33 anos, ele domina vários sopros, da flauta e clarinete baixo aos saxes, destaque para o barítono. Sua fulminante carreira iniciada em 1994 já mereceu elogios do conservador Wynton Marsalis e do vanguardista Lester Bowie. No Mistura, ele se exibe a bordo de um curioso organ trio completado por Gerald Gibbs (órgão) e Leonard King (bateria).
Baixo jazz
Baixista/compositor que estudou com o tcheco Rudolf Krouppa (primeiro contrabaixo da OSB) e atuou no anárquico Miquinhos Amestrados, Dôdo Ferreira , prêmio Sharp em 1993 pela estréia solo Farofa blues, volta a carga no Teatro Café Pequeno (dia 21) e prepara novo CD. No roteiro Dinamite blues, Lígia, Lacan e o amor, Szloma e Zélia, Jazz friends (boppers no more), uma releitura íntima de Só por amor (Baden Powell/ Vinicius de Moraes) e duas do maior de todos os baixistas, Charles Mingus (Better get hit in your soul e Wednesday night prayer meeting.
nDo núcleo Casseta & Planeta, que já completou a primeira década, o baixista Reinaldo Figueiredo celebra cinco anos de sua Companhia Estadual de Jazz numa jam session especial dia 16, no restaurante Dofiglio, em Botafogo com os saxes convivas importados Jean-Pierre Zanella (Canadá) e Matthias Stich (Alemanha).
Independentes do Rival
Uma megafesta dia 27 marcará a entrega do 1º Prêmio Rival BR de Música, numa homenagem ao compositor cearense Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga (Asa branca, Paraíba e Qui nem giló) e autor solitário de outros como Kalú. Participações de Caetano, Rita Ribeiro, Sivuca, Lenine, Carmélia Alves, Elba Ramalho, Fagner, Cordel do Fogo Encantando, Gil (a confirmar) sob a direção de Túlio Feliciano. Wagner Tiso assina a direção musical. A premiação enfoca a produção de selos independentes com mais de 250 trabalhos inscritos. Pega as categorias cantor/a, CD, grupo musical, compositor, instrumental, produtor artístico e mais ''atitude'' e ''resistência''.
Forró & zydeco
A mistura de blues, zydeco, brass bands e jazz da Lousiana fornecerá o combustível do Festival Jambalaya Jazz de 7 a 10 de novembro, no Cais do Oriente, sob a direção do flautista jazz/erudito Kent Jordan. Entre as atrações, Alvin Batiste Quartet, Marva Wright, New Birth Brass Band, grupos brasileiros de dixieland como The Ramblers. Tudo acabará em forró na Fundição Progresso já que a sanfona também move a cultura zydeco, representada por Sean Ardoin e sua banda Zidekool.
O cara da house
A house mostra sua cara: Leopold Nunan, 24 anos, cantor, ator, bailarino que aperfeiçoou a voz no gospel das igrejas do Harlem na adolescência em Nova York. Depois do single de estréia, I've got it, que já rola nas casas noturnas nativas, ele arremessa o novo Feel the house no Club Le Boy amanhã. O single também pode ser baixado no site da gravadora www.utter.com.br fundada em 1995, especializada em veicular produções house daqui como as já circulantes Metrópolis, Acid generation, Satisfaction, todas de Gismonti (não o Egberto). O selo tem ainda entre os produtores/ colaboradores Raul Rachyd, Bruno Leite, B.U.M. e os DJs Marcão, Ricardo Rodrigues, Jason Bralli, Marcos Landgraff e Mack Boris.Fotos de divulgação
TELE GRÁFICAS
Instalado em Camaçari, Bahia, às margens do Rio Jacuípe, Guilherme Arantes saiu do refúgio para festejar 25 anos de trajetória em três shows a preços populares no Canecão, até amanhã. Arantes concretiza no local seu Instituto Planeta Água de Preservação Ambiental: 120 mil m2 para estudo biológico e preservação do manguezal.
Sucesso na temporada de julho no Centro Cultural Carioca, o violonista Zé Paulo Becker prorroga neste agosto sua série das segundas feiras com os convidados Marcos Ariel, Dirceu Leite e Henrique Cazes.
Hoje e amanhã no Mistura Fina, Sérgio Santos lança o épico Áfrico.
Na segunda, o grupo de choro Abraçando Jacaré, manda seu CD no Carioca da Gema.
Dia 15, o Forróçacana lança o novo disco no Canecão com direito a cenário de Gringo Cardia, abertura do decano Trio Nordestino e o DJ Xeleléu.
Terça, a Bangalafumenga apresenta-se na AfroRio do teatro da Lagoa, percussão de Wellington Soares que na quarta atua no samba rock da Eletrosamba na Melt.