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Vai dar caldo
[21/JAN/2004]
Foi parar na mesa do presidente Lula a nota publicada na coluna no dia 8, sobre uma mudança na lei de uso do solo na única área de preservação ambiental (APA) em Búzios - na Praia da Azeda/Azedinha -, denunciando o aumento de 3% para 6% na porcentagem de área construída. O presidente já encaminhou o assunto à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
E não é só Waltinho Salles que está sendo aclamado internacionalmente no Festival de Sundance. O prestígio do cinema brasileiro vai muito bem, obrigado, pelas mãos de Vicente Amorim. Seu Caminho das nuvens será apresentado, semana que vem, no Festival de Roterdã, na Holanda, e, dia 29, será exibido no Festival Internacional de Miami. A grande consagração de Vicente virá em março, quando o Caminho será apresentado para a nata da crítica no New Directors/ New Films, no MoMa. Como se não bastasse, o cineasta encabeçou, em dezembro, uma lista de 11 revelações para 2004 da revista Screen International.
Outro navio-escola, desta vez francês, aporta no Rio, hoje. O Jeanne D'Arc, escoltado pela fragata Georges Leygues, viaja com 168 futuros oficiais da Marinha Francesa, além de médicos, engenheiros e instrutores, totalizando 500 homens a bordo. As lindinhas poderão conhecer os rapazes al mare, num coquetel oferecido dia 28, ou no Maracanã, dia 1º de fevereiro, quando todos estarão assistindo ao clássico Fla X Flu.
A atriz Mônica Martelli e a bailarina Valesca Gonçalves vão abrir o desfile de Marcella Virzi, hoje, interpretando o paradoxo entre Tosca e Marilyn Monroe. A direção é de Gilberto Gawronski. Ele criou um duelo entre a imponência do estilo vitoriano e a feminilidade da mulher contemporânea. A apresentação foi inspirada no artista americano Mathhew Barney.
As quatro apresentações da grife Ibô exibirão belezas exóticas. Iara Figueiredo e a VJ Marina Person estão no cast da performance da estilista Isabela Capeto. Além delas, Ditá, babá de Vik Muniz, brilhará na passarela.
O designer Victor Dzenk vai fazer um desfile em que a moda se encontrará com a arte, amanhã, no Fashion Rio. O estilista mostrará a sensualidade e a fantasia do tango, numa versão utilitária. A inspiração veio de uma viagem a Buenos Aires, onde ele fez pesquisa sobre o ritmo que seduz argentinos e visitantes. Cores quentes e tecidos trabalhados com franjas montam o look da coleção.
Alguém vai fazer alguma coisa em relação aos mendigos que amedrontam e assaltam em frente à Kopenhagen, em plena Avenida Nossa Senhora de Copacabana, à luz do dia? A Guarda Municipal conhece cada um, sabe seus nomes, já os fichou muitas vezes, mas diz que não há solução.
Quem está construindo uma belíssima casa, num dos recantos mais nobres de Trancoso, na Bahia, é o empresário Antônio Dias Leite.
Mais uma igreja tombada pelo Patrimônio Histórico receberá uma iluminação artística, resultado de convênio entre a Secretaria de Energia e a El Paso. Dia 30, a governadora Rosinha presenciará, in loco, a valorização noturna da igreja de São José do Vale do Rio Preto, datada de 1814.
A Embratur e a Fundação Getúlio Vargas lançam, este mês, o Boletim de Conjuntura Turística. É inédito no mercado e publicará, trimestralmente, matérias sobre sondagens conjunturais da indústria de turismo no Brasil.
O compositor Noca da Portela não fará sambas-enredo para escolas de samba neste carnaval. Ocupado com um programa diário sobre cultura e comunidades, na Rádio Viva Rio, o compositor só terá tempo para compor em homenagem ao Simpatia É Quase Amor. O bloco, filho único da Banda de Ipanema, comemora 20 anos, em fevereiro.
No Brasil, um entre cada 10 habitantes cria uma empresa. Mais da metade não completa três anos de existência, sendo que um terço fecha antes do primeiro ano, por causa da complexidade e do número de leis. A avaliação é do Internacional Finance Corporation - leia-se Banco Mundial -, com base em estatística da Fecomércio, que mostra existirem em nosso país 20 mil leis ordinárias e 200 mil complementares.
Nem parece que a crise está aí para as gravadoras, nem que elas estão enfrentando a concorrência da pirataria. Um exemplo é a série de reedições do selo Elenco, na qual cada CD está custando, na Siciliano, R$ 36,90. O disco do mestre Cyro Monteiro, por exemplo, não passa de 25 minutos: como tem 10 faixas, cada uma está custando R$ 3,69. Além disso, vários discos da série, que haviam sido editados anteriormente duas vezes, foram lançados agora sem os excelentes textos de Tarik de Souza. Assim fica difícil acreditar que as multinacionais queiram sair do buraco.
Com Anna Ramalho e Marcia Bahia
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