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Repouso da guerreira


Neste domingo, imagino que todo mundo vá acordar ainda meio empanzinado de toda aquela comilança de Natal. Muito peru, muito tender, muita castanha, muita rabanada, muito vinho... Coisinhas leves, né não? Saladinha, nesses dias, nem pensar.

Tirando por mim, imagino uma leseira generalizada - o cansaço que bate no day after, aquela sensação de ressaca, de fartum, de vontade de fingir de morta.

Então, num dia assim, só ficando em casa mesmo. Quietinha, quietinha. Café da manhã, almoço, jantar, depois de tanta comilança, nem pensar. Encarar o fogão, depois do plantão natalino, também soa a heresia. Melhor beliscar os inevitáveis restos de ceia e almoço de Natal e encarar um domingão tranqüilo, meio que de repouso obrigatório. É dia de ler um bom livro, ouvir uma bela música, curtir um DVD. Se você tiver sorte, pode ter ganhado um dos itens ou todos de presente. Aproveite. Se não, não faltam opções.

Eu já resolvi: vou acordar tarde, muito tarde, tentar passar a líquidos pra compensar os quilos ganhos com a comenzaina, ler atentamente os jornais e revistas de fim de semana e cair no último DVD que comprei: o do show dos Doces Bárbaros, que vi ao vivo, na Praia de Copacabana, há dois anos. Encontra-se à venda, baratinho, na rede de supermercados que bancou o espetáculo - aquela rede paulista que leva o nome do mais famoso cartão-postal do Rio de Janeiro. Foi um show memorável e certamente será um programão para este domingo diferente.


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[26/DEZ/2004]


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