Domingão passado, aquela leseira de meio de feriado, meu filho veio com a idéia de uma visita ao Jardim Botânico - que fica a metros da minha casa, mas aonde não ia pelo menos há uns 20 anos. Aquela coisa de carioca que nunca freqüenta o boteco ao lado de casa. Coisa idiota, aliás. Então, animada com a perspectiva de testemunhar as primeiras descobertas ecológicas de minha neta de 10 meses, topei o programa no ato. E amei!
Andar pelas aléias imperiais, com suas palmeiras imponentes, olhando o balé das tartarugas em seu lago, a delicada beleza das vitórias-régias, o verde coreto que abriga um busto do Frei Leandro e de onde se tem uma visão incrível do parque, botar a Antonia no colo para molhar as mãozinhas no Chafariz das Marrecas, sentar ao pé daquelas árvores centenárias, lembrar do Tom Jobim, nosso Maestro Brasileiro, que tanto se inspirou naquele cenário - foram todos momentos de paz e alegria absolutas. Paz e alegria que, nesse Rio conflagrado, só no Jardim Botânico mesmo.
A salvo da bandidagem, a salvo dos pedintes, a salvo até da tietagem, como pôde testemunhar a casseta Maria Paula, que por lá andou no mesmo domingão, com a filhinha recém-nascida e o marido, sem ser incomodada nem sequer pelo roçar de um indesejado fã.
Meu filho, talentoso fotógrafo, ainda que de domingo, colheu esta imagem aí de cima, que também vai para o álbum da sua filhinha - imortalizando uma verde tarde de muito prazer.
E que custa, apenas, os R$ 4 do ingresso. Mais nada.