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Dupla perfeita

Para os torcedores brasileiros, uma nova etapa se inicia. A tão esperada escolha do novo técnico da seleção pentacampeã sanão poderia ter sido melhor. O retorno da dupla tetracampeã de 1994, Parreira e Zagallo, trouxe grande felicidade aos amantes do futebol arte. Como já havia dito anteriormente, a presença de Zagallo na Seleção Brasileira é importantíssima. A história de vida do velho Lobo se mistura às tantas conquistas da Seleção Brasileira. Zagallo já foi jogador, técnico e coordenador-técnico. Esteve presente na conquista de quatro mundiais e não se pode negar que traz grande sorte à Seleção. Nas 238 vezes em que Zagallo esteve com a Seleção, a equipe ganhou 168, empatou 51 e perdeu 19. Fico muito feliz em saber que a equipe brasileira mais uma vez poderá contar com a experiência de Mário Jorge Lobo Zagallo.

E a parceria não poderia ter sido melhor. Parreira também tem uma longa história com a Seleção, história marcada de muitos sofrimentos mas que resultaram em grandes conquistas. Pela terceira vez, Parreira está de volta à Seleção Brasileira e mais uma vez como técnico. Em 1983, esteve à frente da Seleção por um ano, substituindo Telê Santana. Retornou em 1991, substituindo Falcão e só saiu com a conquista do tetracampeonato em 1994. Mas antes disso Parreira já havia feito parte da comissão técnica como auxiliar de preparação física na Copa de 1970, quando o Brasil foi tricampeão, e em 1974.

A dupla que surgiu em 30 de outubro de 1991 ressurge para trazer novas esperanças ao torcedor brasileiro. Parreira e Zagallo trabalharam juntos durante três anos e conseguiram trazer o tetracampeonato dos Estados Unidos, em 1994. Enquanto os dois estiveram presentes no comando da Seleção Brasileira, foram disputados 47 jogos, com 28 vitórias, 14 empates e apenas cinco derrotas.

E o trabalho do novo técnico e coordenador já começou. Parreira e Zagallo já tiveram em reunião ontem com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para acertar os salários e assinar contratos. Tanto Parreira como Zagalo moram no Barra, bem próximo à nova sede da CBF, o que nos leva a crer que a presença deles na entidade será muito mais freqüente.

Parreira, que teve que se afastar do Corinthians para assumir a Seleção Brasileira, já tece elogios à nova geração de jogadores que estão surgindo, dentre eles Robinho, Diego e Kaká.

Parreira admite que há mais de dois jogadores bons por posição, logo a disputa pelas vagas não será nada fácil. E o primeiro desafio já está marcado para o dia 12 de fevereiro contra a China, jogo que provavelmente deverá acontecer em Hong Kong e pelo qual a CBF receberá a excelente cota de US$ 1,25 milhão (R$ 4,1 milhões). Embora Parreira pretenda manter a base do time pentacampeão, algumas novidades podem surgir na lista dos convocados para o amistoso, que será divulgada no fim do mês.

Aos meus amigos Parreira e Zagallo, desejo muita sorte.

  • Paulo Madeira, que chegou para o Fluminense, tem 20 jogos e três gols pela Seleção Portuguesa. Já trabalhou com treinadores brasileiros como Edinho e Paulo Autuori no Marítimo.

  • A recuperação de Juninho Paulista não passa despercebida pela imprensa mundial, que deseja vê-lo em ação o mais rápido possível.

  • O treinador da seleção alemã, Rudi Völler, sofreu um acidente automobilístico enquanto viajava com a sua família na República Tcheca. Felizmente ninguém sofreu ferimentos sérios.

  • Luiz Felipe Scolari chegou ontem em Portugal para fixar residência e dar um título que o país tanto anseia: a Eurocopa de 2006.

  • Os árbitros na França estão trabalhando com um transmissor para que os telespectadores vejam o quanto é difícil e espinhosa a sua tarefa, conta o pesquisador Alexandre Gontijo.

  • Até o COB, com sede no Rio, está levando para São Paulo suas promoções, como a apresentação do nono uniforme da delegação que vai ao Pan.

  • [14/JAN/2003]
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