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Hipismo é esporte de rico?


A elegância dos cavaleiros e o ambiente aristocrático dos clubes enganam. O mundo hípico não está restrito aos grã-finos, sustenta o empresário Paulo Parreiras, presidente da Confederação Brasileira de Hipismo. Hoje, segundo dados da entidade, o esporte é sinônimo de emprego para 10 mil brasileiros. E parcela crescente dos competidores vem das camadas mais humildes da população - ou pelo menos da classe média.

- Elitista é a Fórmula 1. O hipismo é acessível, emocionante. O brasileiro precisa conhecer mais o esporte - afirma Parreiras, lembrando que, neste fim de semana, a Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa Rodrigo de Freitas, sedia provas do Campeonato Brasileiro Juvenil, com entrada franca.

O hipismo, diz, pode servir como ascensão social. É expressiva a presença de filhos de tratadores de cavalos no esporte. E muitos montam animais emprestados por empresários, interessados em valorizar seu patrimônio. É o caso do mineiro Bernardo Alves, um dos 20 melhores cavaleiros no ranking mundial de salto, que venceu o GP de Calgary, no Canadá, semana passada, montando Canturo, de Jorge Gerdau Johannpeter, dono do grupo siderúrgico Gerdau. E também de Rodrigo Pessoa, que na próxima semana recebe tardiamente a medalha de ouro olímpica: o festejado Baloubet du Rouet pertence ao empresário português Diogo Pereira Coutinho, que recentemente refugou proposta de US$ 4 milhões para vendê-lo.

Mas as montarias não são necessariamente milionárias. Um animal de competição custa a partir de R$ 10 mil e o céu é o limite, conforme os resultados. A manutenção encarece: de acordo com o clube escolhido, sai por R$ 500 a R$ 1.500 por mês. Bem acima das possibilidades da maioria esmagadora da população brasileira.

Parreiras aproveita para descartar qualquer influência negativa na imagem devido à ligação do onipresente Marcos Valério - dono das agências de publicidade DNA e SMPB, acusado de ser o operador do mensalão - com o hipismo. E lembra que Valério não é dono do Centro de Preparação Eqüestre da Lagoa (Cepel), referência nacional, instalado em Belo Horizonte.

- O Cepel é do Pedro Paulo Lacerda. O Valério só é dono da pista de grama, que arrendou para o Cepel, evitando que virasse campo de futebol.

A propósito: Valério tem 13 cavalos no Cepel. Um deles, da prole de Baloubet.

Acréscimos

  • Líder mundial no mercado de aditivos para lubrificantes, a americana Lubrizol fechou parceria com a Ipiranga para embarcar no Rali dos Sertões. A equipe Troller/Ipiranga/ Lubrizol conta com 23 veículos especialmente adaptados. Todos utilizando a linha de lubrificantes 4x4 Ipiranga, voltada ao segmento off-road, e contando com aditivo de alto desempenho. ''A tecnologia para veículos off-road protege o motor, preservando as características de performance originais, mesmo nas condições adversas enfrentadas na competição'', afirma José Viana, diretor de marketing e vendas da Lubrizol para o Brasil.

  • O jornalista Roberto Porto lança, dia 12, às 19h, na Livraria Dantes do Cine Odeon BR, na Cinelândia, o livro Botafogo: 101 anos de histórias, mitos e superstições (Editora Revan).

  • A Marina da Glória, no Rio, abriga o 2º Congresso e a 2ª Feira Pan-Americanos de Marketing e Negócios no Esporte (PanAm Expo 2005), dias 1º e 2 de setembro. Em pauta, o esporte como fator de desenvolvimento social, econômico e cultural e oportunidades de investimentos na área esportiva, de olho no Pan 2007.

    Com Aline Duque Erthal


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    [30/JUL/2005]


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