Celular não combina com trilhas pedregosas, banhos de rio e trombadas, certo? Errado. Pelo menos para a Siemens e para a Brasil Telecom, que aproveitam o Rali dos Sertões para lançar no mercado nacional o primeiro telefone móvel desenhado para resistir a quedas, poeira e respingos. É a primeira vez que empresas de telecomunicações investem como patrocinadoras-master na maior competição off-road da América Latina.
Em edição limitada, o aparelho M65 oferece conteúdo exclusivo sobre o andamento do rali e tem uma série de aprimoramentos - além de câmera digital VGA (640x480 pixels) e toques especiais como o clássico rock Born to be wild, do Steppenwolf, conta ainda com tela anti-reflexo de 65 mil cores, infravermelho, acesso a e-mail POP3, viva-voz integrado, GPRS (acesso à internet em alta velocidade) e roaming mundial automático.
O brinquedinho está à venda nas lojas da BrT GSM, estreante operadora de telefonia celular, que, em poucos meses, já detém 2% do mercado brasileiro.
A Siemens investe pesado para manter sua posição diante da concorrência. Uma das estratégias envolve premiações para os parceiros (distribuidores e revendedores) que impulsionarem as vendas. A campanha de incentivos inclui pacotes para assistir a jogos da Copa do Mundo, do Campeonato Espanhol e da Taça Libertadores, com direito a acompanhante.
"Traçamos uma meta ambiciosa. Queremos que as vendas por meio destes parceiros cresçam 50% comparado ao ano passado", avisa Moisés Silva, gerente do canal de vendas indiretas da Enterprise Networks.
A política arrojada de premiação tem razões de sobra. Nunca tantas empresas de tecnologia investiram em patrocínio esportivo para reforçar suas marcas. Só no futebol, são cinco: Siemens (Cruzeiro), Kyocera (Atlético-PR), LG (São Paulo), Panasonic (Santos) e, agora, Samsung (Corinthians, contrato recorde de US$ 6,5 milhões, fechado esta semana).
Valor da Bolsa-Atleta chega a R$ 2.500
O Ministério do Esporte lança nesta segunda-feira o Bolsa-Atleta, programa que beneficiará 300 esportistas que estão despontando em competições nacionais e internacionais. Os atletas receberão bolsas entre R$ 300 a R$ 2.500 por mês. Cada atleta receberá um cartão da Caixa Econômica Federal e poderá sacar o valor nas agências do banco. O anúncio será feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do ministro Agnelo Queiroz e do presidente da Caixa, Jorge Mattoso.
Acréscimos
A torcida rubro-negra está fazendo a sua parte. Esgotou-se, na Fla-Boutique virtual, o segundo lote de pulseiras para ajudar na construção do Centro de Treinamento do clube. A expectativa do Departamento de Marketing é que as vendas cheguem ao triplo do estimado inicialmente: mais de 30 mil unidades, a R$ 9,90 cada.
A Michelin começa, mês que vem, a pagar os US$ 10 milhões de indenização aos 120 mil fãs que assistiram ao mico de Indianápolis - GP em que só largaram seis carros, equipados pela rival Bridgestone. A fabricante francesa de pneus não fala mais da prometida distribuição de tíquetes para a corrida de 2006. Até porque talvez a F 1 não baixe mais no tradicional circuito dos EUA.
Falando na F 1, o risco de cisão nunca foi tão grande. As montadoras terão reunião decisiva neste fim de semana.
Com Aline Duque Erthal