O sorriso, que já é marca registrada do craque Robinho, estava ontem ainda mais aberto. A maior promessa do futebol brasileiro fechou ontem à tarde contrato de dois anos com a Vivo, líder no mercado de telefonia móvel nacional, para estrelar a nova fase de marketing da empresa, ao lado da top model Gisele Bündchen. O acordo, com opção de renovação por mais dois anos, encerra a temporada de especulações sobre a contratação de Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona. Os valores não foram revelados, mas estão na casa dos milhões de reais. É, portanto, o patrocínio mais importante da carreira do jovem atacante.
- O contrato foi uma aposta numa personalidade brasileira com impacto internacional. Procurávamos um ícone que representasse a Vivo na Seleção. E acabamos fazendo a opção pelo talento e pela juventude - afirmou ao JB o vice-presidente executivo de Marketing e Inovação da Vivo, Luís Avelar, por telefone, da Granja Comary, em Teresópolis.
A iminente transferência do astro do Santos para o Real Madrid não assusta o executivo. Pelo contrário. Avelar acredita que, no clube espanhol, Robinho se tornará mais rapidamente o melhor jogador do mundo e ainda encontrará tempo para cumprir o contrato de garoto-propaganda da operadora de celulares. O atacante terá sua imagem vinculada a diversos aplicativos, como jogos, vídeos, chats, wallpapers e ringtones.
A contratação de Robinho é o segundo gol de placa da Vivo no patrocínio esportivo. Em janeiro, a companhia - fruto de uma aliança entre a espanhola Telefônica e a Portugal Telecom - fechou milionário contrato de publicidade com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A ofensiva ocorre num momento em que a operadora vem perdendo terreno frente à concorrência e, portanto, precisa reforçar sua marca. Para isso, nada melhor do que a Seleção. A próxima jogada, adianta Avelar, será aprofundar as ações de marketing no futebol, tanto no feminino quanto nas divisões de base.
Acréscimos
Pequim-2008 periga ser a Olimpíada
mais lucrativa da história, batendo os
US$ 224 milhões de Los Angeles, em
1984. A avaliação é de um alto
funcionário do Comitê Olímpico
Internacional (COI), que cita a adesão
de patrocinadores estatais de peso,
como China National Petroleum Corp.,
Sinopec Group e Bank of China.A
avaliação é de Hein Verbruggen, chefe
da comissão de coordenação do COI,
em entrevista à Bloomberg News.
O orçamento dos Jogos de Pequim
deve passar dos US$ 1,6 bilhão iniciais,
para cobrir gastos extras com
segurança. Somados os investimentos
em infra-estrutura, porém, a conta da
festa sobe para nada menos que US$ 38
bi, ao longo de cinco anos. Em Atenas-
2004, a despesa ficou em US$ 2,42
bilhões.
A oposição do Botafogo está quieta demais...
Com Aline Duque Erthal