O tempo está fechado nas quadras. A National Basketball Association retomou ontem conversações com o sindicato dos jogadores, para evitar uma greve histórica, que deixaria prejuízo milionário para o esporte mais rico do mundo. Na semana passada, os cartolas romperam as negociações depois que o sindicato dos atletas endureceu sobre cláusulas como limite de idade e tempo de duração dos contratos.
Os dirigentes querem a liberdade de rescindir com os jogadores em prazo menor do que os seis ou sete anos atuais. Os astros da NBA recebem hoje, em média, a bagatela de US$ 4,9 milhões por temporada. Os cartolas alegam que os custos são muito elevados e o retorno, duvidoso. No ano passado, informações extra-oficiais dão conta de que o conjunto das equipes fechou no vermelho. Elas repassam 57% de suas receitas para os atletas, como determina o último acerto trabalhista, mas ameaçam rever a cláusula se o movimento grevista prosperar.
Os negócios já começam a ser afetados. Um franqueado dos produtos NBA suspendeu encomendas para reposição de estoques, esta semana, temendo queda nas vendas no caso de uma cada vez mais provável paralisação.
O acordo coletivo atual expira no dia 1º de julho. Se não houver consenso até a próxima semana, a temporada da NBA corre o risco de ser enterrada.
Fim de jogo para o Manchester S/A
Os torcedores-acionistas do Manchester United têm até 13 de junho para aceitar a oferta do magnata do futebol americano Malcolm Glazer, que atribui valor de mercado de 790 milhões de libras esterlinas (mais de R$ 4 bilhões) ao mais tradicional clube de futebol do planeta. Esgotado o prazo, Glazer anunciará o fechamento do capital, ou seja, vai retirar as ações da empresa da Bolsa de Londres, provavelmente no próximo dia 22.
A diretoria do clube avisou esta semana, em comunicado, que ''há riscos para quem permanecer como acionista minoritário'' e que, ''caso não tenham fortes razões não-financeiras para continuar investindo na companhia, todos devem aceitar a oferta''.
Para aumentar a fúria da torcida, a aquisição deixará o Manchester United na inédita condição de endividado: Glazer lançará bônus em nome do próprio clube para financiar o negócio. A emissão pode atingir 275 milhões de libras, de acordo com reportagem do jornal inglês Independent.
Acréscimos
A Nike promove, na próxima terça-feira, no MAM, pré-estréia do documentário Ginga, do diretor Fernando Meirelles - ele mesmo, de Cidade de Deus. O filme faz parte do projeto Brasil - O ritmo e a arte do movimento, parceria entre a multinacional, a O2 Filmes e a agência Wieden & Kennedy.
O McDonald's fechou acordo para patrocinar a versão feminina da NBA. É o quinto parceiro anunciado pela WNBA nesta temporada. Entre os outros, estão pesos-pesados como Toyota e Digene (braço do laboratório farmacêutico Abbot).
Caminha, a passos largos, no Congresso americano, o projeto de lei que uniformiza os testes antidoping no esporte profissional. Assim que estiver canetado, determinará a realização de pelo menos cinco exames por ano e banirá, pelo resto da vida, os atletas reincidentes no uso de esteróides. A discussão se intensificou depois do escândalo envolvendo o Comitê Olímpico dos EUA, acusado de fazer vista grossa para os casos de doping descobertos antes dos últimos Jogos.