Assistir à festa do hexa custa caro. E em euros
O sonho do hexacampeonato (êta, nomezinho) começa agora. Pelo menos para as companhias aéreas e as operadoras de turismo, que já se movimentam para faturar com as caravanas de brasileiros rumo à Alemanha, em 2006. No setor, a expectativa é de que cinco mil torcedores viajem para assistir à Copa do Mundo ao vivo na terra de Goethe, Nietzsche e Beckenbauer.
Mas, como na Seleção, apesar do otimismo, a euforia é contida.
- O movimento de passageiros saindo do Brasil tem aumentado, mas ainda estamos sondando o mercado para saber se será necessário oferecer mais vôos - afirma Ralf Aasmann, diretor de marketing e vendas da Lufthansa para o Brasil.
A companhia alemã mantém codeshare (acordo de compartilhamento) com a brasileira Varig. Ambas operam dois vôos diários para Frankfurt, principal porta de entrada para as rotas germânicas. Não é o bastante para atender à demanda aquecida, mas ainda é cedo para reservar aeronaves e arcar com o prejuízo de trazê-las vazias da Europa para o Brasil.
Além disso, Aasmann alerta que assistir à Copa não será um passeio de férias convencional.
- Vender pacotes para o Mundial não é para todo mundo. É preciso ter ingressos, pagar antecipadamente. Caso contrário, o turista pode viajar e não conseguir entrar no estádio, como já aconteceu em outras ocasiões - lembra.
Custa nada avisar: na Alemanha, não vai ter jeitinho, nem cambista na porta do estádio. O torcedor terá ingresso com lugar marcado e precisará apresentar passaporte a toda hora. E ainda há a questão do preço. Um pacote completo, com passagem aérea, parte terrestre e ingressos para todos os jogos, custará entre 9,5 mil e 13 mil euros, ou seja, algo na faixa de R$ 33 mil a R$ 41 mil.
Mesmo assim, o executivo da Lufthansa aposta na torcida VIP para lotar a nova classe executiva do Airbus 340-600 da companhia. No loooongo vôo até Frankfurt, o passageiro mais abonado contará com poltrona reversível em cama com nada menos que dois metros de comprimento. Conforto que, até o fim do ano, será estendido à outra aeronave da empresa, um Boeing 747-400.
Barcelona de olhos puxados
O Barcelona recebeu proposta que pode engordar ainda mais sua conta bancária: de 14 a 18 milhões de euros por ano até 2008, do Comitê Organizador dos Jogos de Pequim. No período, estamparia a logomarca da Olimpíada em sua camisa azul-grená.
Oferta semelhante foi feita pela multinacional japonesa Hitachi, também na semana passada. A diretoria do Barcelona, porém, estaria mais inclinada a fechar negócio com os chineses, pois acredita que os valores esportivos associados aos Jogos amenizariam o impacto de usar publicidade nos uniformes.
Seria a primeira vez na história que o Barça cederia espaço nobre a um patrocinador. Coisas da cultura catalã - a Sagrada Família, famosa catedral idealizada por Gaudí há mais de 100 anos, só ficará pronta depois de 2050, porque toda ajuda privada é vedada.
Acréscimos
O jornalista Roberto Porto pôs ponto final no livro Botafogo: 101 anos de futebol, mitos & superstições, com causos sobre o alvinegro. Produção de luxo, assinada pela MQuatro Design.
A renovação do contrato entre Petrobras e Williams se deu conforme antecipado por No Campo dos Negócios: a estatal pagará mais e, em troca, terá maior visibilidade nos carros da escuderia inglesa de F 1. A novidade é que pilotos brasileiros terão prioridade para testar pela equipe, caso Antonio Pizzonia saia. Parece prêmio de consolação, mas abre portas para Nelson Angelo Piquet.
Essa é para fanáticos: a Mor, fabricante gaúcha de artigos para o lar, acaba de lançar cadeiras com escudos de clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Bahia e Vitória. A meta é garantir um show de bola em termos de faturamento, que no ano passado já atingiu R$ 92 milhões. A novidade, focada nas classes C e D, estará à venda em grandes redes de varejo.