E-mails e telefones
Shopping JB Online
Home
Tempo Real

Colunistas
Solucionática
Compartilhar o Virtua

Informe JB
O crivo da História

Cartas
'Outeiro da Glória'

Horóscopo

Língua Viva
Questão de gênero

Gente
Multimídia

Charge Online

Marcia Peltier
Belas artes

InSite
Carro a gás

Nas Páginas da História
29 de Março no JB

Informe Econômico
De volta ao futuro

Boechat
Quem explica?

Gilberto Amaral
Presidentes do Senado

Marcus Barros Pinto
''Vocês ganharam desta vez''

Marcos Caetano
Davi x Golias

Conexão Blogger
Falta de impunidade

Hildegard Angel
Chá de lingerie

Machline
Salvadores de vidas ou de almas?

 


Davi x Golias


Na grande maioria dos campeonatos estaduais Brasil afora, os fatos vêm comprovando o que escrevi aqui na semana passada: as grandes equipes estão na liderança dos torneios e devem decidir os títulos entre elas. A tradição dos estaduais é mesmo essa. Ano após ano, os candidatos a Davi giram animadamente suas fundas nas primeiras etapas dos certames, até que, na reta final, acabam abatidos pelo peso da espada dos Golias de plantão. É possível contar nos dedos as ocasiões em que um time pequeno fez valer a tradição bíblica e, tal como um Davi, superou as grandes equipes. Curiosamente, num dos campeonatos mais badalados do país - o Paulista - os Golias não estão tendo vida fácil.

O primeiro pequeno a tentar uma façanha foi o Americano, no sábado. Mas nem com a ajuda dos deuses da Federação Carioca, o Davi de Campos dos Goytacazes foi páreo para o Fluminense. Com Romário fazendo as pazes com Roger, com Ricardo Gomes, com os gols e com a torcida, o Tricolor dominou a partida e venceu com facilidade. O destaque da partida foi Roger, que deu uma verdadeira cátedra sobre a arte dos lançamentos de longa distância. Desde os tempos de Gérson, Rivelino e Delei que a torcida do Flu não via um jogador com tamanha precisão nos passes, cheios de efeito. Uma coisa bonita de se ver. A verdade é que se Roger tivesse participação mais constante nas partidas e não apresentasse o vício do santista Diego - o de caminhar muito com a bola presa aos pés -, já poderia até ter sido convocado para a Seleção. No duelo dos atacantes, vitória da experiência. Enquanto Romário mostrou talento e oportunismo nos gols que marcou, Marcelo foi substituído depois de perder muitas chances, uma delas quando tropeçou na bola.

Quando, na última coluna, afirmei que o Palmeiras teria de jogar tudo o que sabe para bater o Paulista, mais de um leitor reclamou. Segundo eles, eu estaria menosprezando o favoritismo do Verdão. Mas o que se viu no sábado foi um Paulista que, mesmo jogando na casa do adversário, não se acovardou. O time de Zetti abriu o marcador com um belíssimo gol de Canindé, cedeu o empate, mas saiu do Palestra Itália com um gosto de triunfo na boca. É verdade que o Palmeiras produziu as melhores chances e, se tivesse contado com o talento e o oportunismo de Vágner Love, é bem provável que o resultado fosse outro. Ainda não se sabe onde será disputado o jogo de volta. Se a partida for em campo neutro, repito meu comentário: o Palmeiras terá de jogar tudo o que sabe para bater o Paulista. Se o jogo for confirmado para Jundiaí, o time do Parque Antártica terá de jogar tudo o que sabe e um pouquinho mais. Apesar de tudo, na condição de Golias, o Palmeiras ainda é o favorito.

Em se tratando de Santos x São Caetano, o favoritismo do time praiano se prende mais a uma questão de elenco. Se o Santos é uma potência, ninguém pode negar ao Azulão a condição de um dos protagonistas do futebol brasileiro nos últimos tempos. Portanto, só mesmo pelo aspecto de tradição é que o time do ABC poderia ser colocado no papel de Davi. E o que se viu ontem na Vila foi um duelo de gigantes. De um lado, o Peixe, com a tradicional volúpia, muito talento, a confiança em alta mesmo quando em desvantagem no marcador. Do outro lado, o Azulão, que mesmo quando abre vantagem não perde de vista o pragmatismo, a aplicação tática, o trabalho coletivo. Dois estilos vencedores, complicadíssimos para qualquer adversário. Se pedirem para os técnicos brasileiros escolherem os times que eles não gostariam de enfrentar, os rivais de ontem certamente encabeçariam a lista. O empate em 3 x 3 não fez justiça ao maior volume de jogo do Santos, mas o fato é que ninguém merecia perder um jogão daqueles.

Jogão na Vila, jogo mixuruca no Maracanã. Com um homem a mais durante quase todo o jogo e com dois homens a mais na reta final da partida, em nenhum momento o Vasco lembrou aquele time organizado, dono da melhor campanha do campeonato. A sorte dos comandados de Geninho - que congestionou de volantes o meio-campo - foi que a estrela de Zé Romário se apagou assim que o tempo regulamentar terminou. O goleiro do Friburguense, que fez belíssimas defesas na partida, não chegou nem perto de defender um pênalti na série que decidiu a vaga. Melhor para Fábio, que deteve uma cobrança e acabou sendo o herói da partida. Resultado: Fluminense x Vasco na final da Taça Rio, com o vencedor fazendo a finalíssima com o Flamengo. Emoção garantida na reta final do Estadual do Rio, onde os Golias venceram. Será que em São Paulo ocorrerá o mesmo?


Aumentar letras Versão para imprimir Diminuir letras Enviar matéria

[29/MAR/2004]


   Home > Colunas > Marcos Caetano

Tempo Real | Brasil | Economia | Esportes | Rio | Internacional | Colunas
Internet | Caderno B | Domingo | Programa | Musicalidade | Viagem | Acelera
Idéias | Horóscopo | Especiais | Opinião | Editorial | Charge | Cartas