JB Online - Copa do Mundo 2002

















Choque de realidade

Foi um choque de realidade. Bastou enfrentar um adversário que não fosse uma seleção eliminada da Copa, ou do terceiro mundo do futebol, para que a Seleção Brasileira experimentasse um amargo encontro com suas próprias limitações. Apareceram ontem em Lisboa não apenas problemas já conhecidos, mas até alguns que o próprio Felipão considerará surpreendentes.

A defesa, que o técnico julgava mais sólida que o Banco Central suíço, se pareceu mais com um queijo daquele país, de tantos buracos que apresentou - especialmente após o gol português, quando o time teve que sair para o jogo. Ninguém foi bem no esquema de três zagueiros e dois cabeças-de-área. Roque Júnior, por exemplo, provou uma vez mais que é um jogador regular: sempre falha. Emerson e Lúcio, como de costume, bateram bastante, dessa vez acompanhados até por sujeitos pacatos como Cafu, Gilberto Silva e Ronaldinho Gaúcho.

O meio-campo, com o lento Rivaldo e sem o apoio dos alas, não empolgou. E o ataque, como de costume, passou em branco. Brancura essa sintetizada na atuação de França. De bom mesmo, só algumas boas tabelas no primeiro tempo, a movimentação de ÷Ronaldinho, a criatividade de Ronaldinho Gaúcho e a ousadia de Denílson. Pouco, muito pouco para quem quer ganhar uma Copa do Mundo.

[18/ABR/2002]


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