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Maratona na Davis


O confronto entre Equador e Romênia, pelo direito de disputar a Davis na Primeira Divisão do ano que vem, foi uma verdadeira maratona. Não me lembro de uma disputa tão acirrada em jogos de Copa Davis. Todos os cinco jogos só foram decididos no quinto set. Foram necessários 25 sets, 281 games, 21 horas e 37 minutos para a Romênia dobrar a equipe dos irmãos Lapentti. Todas as partidas duraram mais de quatro horas.

No primeiro dia, Hanescu levou a melhor sobre o mais jovem dos irmãos Lapentti, Giovanni, que havia vencido, em julho, o torneio de Campos do Jordão (parciais de 7/6, 6/7, 7/6, 6/7 e 6/4). Nicolas Lapentti deixou tudo igual vencendo a segunda partida (parciais de 6/2, 6/4, 3/6, 4/6 e 6/3) contra Sabau. O jogo de duplas, ponto que muitas vezes prova ser decisivo em jogos da Davis, foi vencido pelos romenos Mergea e Tecau sobre os irmãos Lapentti, com 7/6, 1/6, 6/3, 3/6 e 13/11.

No terceiro dia, vitória de Nicolas Lapentti sobre Hanescu (6/4, 6/7, 6/7, 7/6 e 6/3) em cinco horas de partida. A decisão ficou para o quinto jogo, entre Giovanni Lapentti e Sabau. A partida foi interrompida em 2 sets a 2 por falta de luz. Na segunda-feira, Sabau levou a melhor (6/4, 3/6, 6/4, 5/7 e 7/5). Muita garra de ambas as partes, mais para os irmãos Lapentti que jogaram todas as partidas. Os romenos usaram outros tenistas para a dupla, descansando os dois que tinham jogado as simples do primeiro dia para estarem mais inteiros no terceiro dia, o que deve ter feito a diferença na decisão final.

É muito difícil o tenista que joga as duas simples e mais a dupla ter uma boa atuação nos três dias - geralmente, uma das partidas sai prejudicada. Essa razão pela qual se fala que é importante a dupla ser jogada por tenistas diferentes das simples. A carga emocional é muito grande e o tenista que joga as simples e a dupla muitas vezes não agüenta. Nesse caso, os irmãos Lapentti jogaram cada um mais de 12 horas de tênis nos três dias. Não há cabeça que agüente. Sem falar do físico.

Bancoc

O torneio de Hong Kong foi transferido para Bancoc, neste ano, por causa do pop star tailandês Srichaphan, também chamado de Tigre Asiático. Foi um sucesso, mais esse evento, organizado pelo brasileiro Lincoln Venâncio, que tem o know-how do grande êxito naquela parte do mundo. Vitória de Taylor Dent sobre Ferrero, na final. Alias, o Dent está resgatando novamente o jogo de saque e rede. Muita gente pergunta se é possível, no tênis atual, vencer com jogo ofensivo, subindo à rede para definir o ponto na primeira oportunidade. Dent, Sampras, Becker, Edberg, McEnroe e tantos outros provaram que sim. É o segundo torneio que vence neste ano, o outro, foi o de Memphis. Ainda ouviremos falar muito dele. Ano passado esteve machucado e quase não jogou.

Xangai

Philippoussis é outro que voltou com a corda toda, depois de três operações. Venceu em Xangai contra Novak. É o décimo título da sua carreira.

Palermo

E Massu ganhou mais um torneio, salvando três match points na final contra Mathieu. Mathieu ganhava por 6/5 e 40/0 no terceiro set com saque a favor. Massu venceu 12 pontos seguidos e a partida. Já havia feito parecido na final de Buenos Aires do ano passado, contra Calleri. Perdia por 6/2, 5/1 e dois match points antes de iniciar a virada e vencer o torneio.

Patrocínio

Muitos tenistas estão sem patrocínio no momento. Na equipe brasileira, Guga, Sá e Mello se incluem no grupo. Dos 326 tenistas consultados, a grande maioria joga com roupa Lotto, patrocinadora oficial da ATP, ou seja a maioria só usa o material cedido pela ATP, sem patrocínio próprio.

Masters

Quatro tenistas já estão, matematicamente, entre os oito no Masters, de 10 a 16 de novembro, em Houston. São: Roddick, Ferrero, Federer e Agassi. Coria está praticamente certo. Schuettler, Moyá e Nalbandián são os próximos da lista. Correndo por fora, com boas chances, Philippoussis e Hewitt


[02/OUT/2003]


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