Acabou a festa do Pan-Americano. Depois de uma avalanche de medalhas de ouro, prata, bronze, fotos consagradoras, sorrisos, choros, voltaram todos para casa. Alguns com medalhas, outros com a chance perdida e a esperança adiada para futuras competições. Cada vez mais fica evidenciada a tênue, porém distinta, distância entre uma vitória consagradora e o ''gostinho amargo do quase cheguei lá'' que sempre acompanha os esportistas. Anos de dedicação para lamentar ou festejar aqueles momentos únicos que marcam a vida do atleta para sempre, contendo uma realidade fugaz e, ao mesmo tempo, tão decisiva. Medalha duramente conquistada num dia, praticamente esquecida no dia seguinte com a conquista das outras medalhas em outros esportes. Dura realidade do nosso mundo de hoje, tanta coisa acontecendo e tão pouco tempo para assimilar. Dava para ficar tonto, com tantos resultados chegando a toda hora de Santo Domingo. Ufa! Mas é um balanço superpositivo da atuação do Brasil e a expectativa para os próximos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, daqui há quatro anos, é a melhor possível. Estamos melhorando cada vez mais em esportes onde a presença do Brasil era meramente figurativa. Estamos brigando por medalhas em quase todos os esportes.
Roddick
Com o título de Cincinnati, Roddick já é o primeiro na Corrida dos Campeões, desbancando o suíço Federer. Que virada sensacional deste americano que trocou de técnico em junho desse ano. Foram 30 vitórias em 32 jogos com Brad Gilbert. É o terceiro tenista nos últimos 15 anos a vencer 20 partidas em quadras duras no circuito americano antes do US Open. Por ironia, os outros dois foram o próprio Gilbert, quando ainda jogava, e Agassi, que também foi treinado pelo Gilbert.
Roddick salvou dois match points na final contra Fish. Para ter uma idéia da vontade, da raça desse tenista, é a quarta partida que salva match points este ano. No Stella Artois, em Londres, já havia salvado dois match points contra Agassi na semifinal e em outros dois jogos também.
Caso raro, Fish não perdeu saque na final. Os dois sets que perdeu foram decididos no tie-breaker. Só perdeu saque contra o Philippoussis no primeiro set da primeira rodada. Até a final manteve o saque 74 vezes, não perdeu mais.
Hewitt que reinava absoluto no início do ano está em sétimo no ranking de entradas (o ranking mais quente ), atrás das revelações do ano Federer, Ferrero, Roddick e Coria. Agassi ainda é o número um. Guga, em 14º, e Saretta, 48º, podem melhorar mais suas colocações se tiverem bom desempenho no US Open. Guga jogando mais torneios tem tudo para se dar bem. Guga e Saretta começaram bem em Long Island, vencendo a primeira rodada.
Mundial Feminino até 14 anos
Bom resultado das nossas tenistas sob o comando da Roberta Burzagli. Ana Clara Duarte, Roxane Vaisenberg e Laís Ogata foram quarto lugar na competição. Passaram pela Nova Zelândia, Tailândia e EUA, só perdendo para a República Tcheca na semi e Canadá na decisão do terceiro lugar.
As tchecas bateram as russas na final, revertendo a final do ano passado. As meninas desses dois países dominam cada vez mais as competições infanto-juvenis. É a quarta vez em seis anos que fazem a final.