Excelente a vitória de Flávio Saretta no torneio das Bermudas vencendo Andrew Illie e Godwin, entre outros, e finalmente Vince Spadea, que já esteve entre os 20 do mundo, na final, por 6-3/7-5. Foi a melhor atuação do Saretta no circuito mundial e desta vez não deu branco, como nas três vezes neste ano, que teve match point
e dançou. Saretta deu a volta por cima, confirmando o ótimo tênis que possui e colocando um pouco a cabeça no lugar, conseguindo controlar o lado emocional.
Com esse resultado provavelmente aumentará a confiança nos seus golpes e a segurança na hora de fechar as partidas. Marcos Daniel passou duas rodadas e Simoni, uma neste mesmo torneio.
Guga
Parece que Guga está realmente a fim de acelerar seu retorno ao circuito o mais rápido possível. Acho uma pena, porque gostaria que Guga curtisse ainda um pouco mais esse período de convalescença, aproveitando essa rara oportunidade de ficar mais um tempo longe do estresse das competições com a obrigação de ganhar sempre. Na minha opinião, está havendo um pouco de ansiedade da equipe do Guga em recolocá-lo de volta aos torneios. Seria muito fácil e cômodo se Guga não tivesse a obrigação de ganhar, se pudesse se dar o luxo de participar simplesmente de alguns torneios sem aquele compromisso de se dar bem. Infelizmente, a cobrança por grandes resultados é enorme, atrapalhando em muito o desempenho.
Montecarlo
Ferrero está novamente na onda. Aproveitou a quarentena de Guga e passou à frente do brasileiro no ranking. Guga ainda ocupa a terceira posição, apesar de perder muitos pontos não defendendo o título do ano passado em Montecarlo. Moya chegou à final depois de vencer Hewitt na primeira rodada e Safin nas quartas, mas como bom freguês de Ferrero perdeu pela quinta vez consecutiva. Kafelnikov, cabeça três do torneio, não conseguiu passar da primeira rodada, perdendo para o qualifier Hipfl por 6-1/6-2, mostrando como o tênis está equilibrado.
Ninguém está livre de uma zebra em qualquer rodada. Sá também perdeu na primeira rodada para o argentino Cañas. Destaque para a grande novidade do ano, o francês Richard Gasquet, de 15 anos. Bateu na primeira rodada o argentino Squillari por 7-6/3-6/7-5, tornando-se o oitavo tenista de menos de 16 anos a vencer uma partida de torneio de ATP ou Grand Slam. Os outros sete são Davin (ARG), HO, Chang, Arias, Agassi (todos dos EUA), Borg e Wilander (SUE). Desses tenistas, três chegaram a ser número um do mundo (Borg, Agassi e Wilander) e Chang foi dois do mundo.
Lars Grael
No último fim de semana me emocionei ao ler o livro do Lars Grael, A saga de um campeão, onde ele descreve a guinada que sua vida deu depois do acidente em que perdeu uma perna e quase a vida, e como usou essa armadilha que o destino pregou para ele, para seguir sua veia política e reverter a energia em benefício do esporte sob outro ângulo. A opção de brigar com todas as forças, se superando em todos os momentos, está presente neste livro. Parabéns e obrigado, Lars, pelo profundo exemplo de vida e dedicação plena ao esporte que você demonstra.
Mundial de Veteranos
Na semana que vem, com a presença de muitos brasileiros, inclusive eu, será realizado em Fort Lauderdale, EUA, o Campeonato Mundial de Veteranos individual, simples e duplas, nas categorias para maiores de 35, 40, 45 e 50 anos. Nesta semana está rolando a competição por equipes. O Brasil está sendo representado na maioria das categorias.