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Federation Cup

A equipe brasileira da Federation Cup segue hoje para San Luiz de Potosi, México. Lá tentarão uma das duas vagas para seguir adiante nessa competição. As tenistas Joana Cortez, Maria Fernanda Alves, Vanessa Menga e Carla Tiene têm boas chances de classificação. Nanda Alves acabou de vencer seu primeiro torneio no Brasil na semana passada em Belo Horizonte vencendo a Argentina Vanina Sokol por 6-3 e 6-1. Em duplas, Nanda também participou da final com Vanessa Menga. Estamos precisando demais de uma participação mais ativa do nosso tênis feminino em nível mundial e a Federation Cup é um bom ponto de partida. Boa sorte para nossas meninas nessa competição!

Programação inteligente

O capitão da Davis, Ricardo Acioly, anunciou que finalmente está em estudo um programa de assessoria, com treinamentos, acompanhamento em circuitos, enfim algum tipo de programa para que nossos infanto-juvenis possam desenvolver seu melhor tênis. Não podemos depender exclusivamente da iniciativa privada, e não podemos assistir aos nossos juvenis perdidos pelo mundo sem um rumo, sem algum tipo de orientação por quem já passou por essas mesmas situações no passado. Espero que o Pardal consiga desenvolver essas idéias tirando-as do papel e colocando em prática aquilo que já deveria ter sido feito há bastante tempo. Agora, inclusive, não há a desculpa de falta de verba, já que o COB destina uma boa quantia anual para esse tipo de programa. Seria demais ver vários centros de treinamento espalhados pelo Brasil.

Guga

Soube que Guga divulgaria seu calendário para os próximos meses e que inclusive já havia confirmado participação em Roland Garros. Aí me lembro de uma entrevista que a Claudia Jimenez deu há vários anos sobre uma doença que ela contraiu. ''Eu fiz um câncer, tendo isso em mente, resolvi curá-lo.'' Se somos nós que causamos nossas próprias doenças, deve haver uma razão para tanto. Se Guga teve esse problema no ano passado, era sinal de que soou um alarme para que pegasse mais leve, ou para que desse um tempo no tênis, já que havia uma overdose emocional com a responsabilidade de manter o status de número um do mundo. Daí minha preocupação atual dele não sobrecarregar o calendário, tentando correr atrás do tempo perdido, como se isso fosse possível, jogando o maior número de torneios principalmente nessa fase onde a carga física deveria ser progressiva. Entendo sua ansiedade em voltar logo até porque a alegria de não sentir mais dores jogando deve ser indescritível, mas também acho muito importante o fato de que ele finalmente teve um tempo para si sem pressões, sem nenhum tipo de obrigação de treinamento, condicionamento físico, enfim, compromissos de tenista. Espero sinceramente que Guga tenha conseguido esse tempo. Se agora está realmente pronto para encarar novamente a dureza do circuito com as obrigações e a cobrança de ser o maior ídolo do país, vá em frente, mas vá com calma, dando tempo ao tempo. A vantagem é que Guga é muito cabeça feita nesse sentido, mas de qualquer maneira há um tempo de assimilação no processo.

Fininho

Boa atuação do Fernando Meligeni chegando à semifinal do Torneio de Estoril.

Eugenio Silva

Recebi um e-mail do amigo Geninho comentando sobre aquele jogo das mulheres realizado em Amelia Island, EUA, na semana passada, em que a linha de saque estava três pés, quase um metro, mais curta. Ele falou que fez um teste e que não é possível sacar num quadrado que esteja um metro mais curto. Concordo plenamente com você, Geninho, apesar de não ter feito o teste. Você como tenista sabe que, quando jogamos, mesmo sem ver a marcação das linhas intuímos quando a bola vai sair somente pela maneira como batemos na bola. Não dá nem para imaginar como elas conseguiram jogar naquelas condições. Elas não deviam estar entendendo nada...

[18/ABR/2002]

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