A idéia de pauta era ''os bastidores do site do
Big Brother Brasil na grande final''. A colunista queria ver - e contar aos leitores do
JB - como funciona a redação online de um programa de TV ao vivo. Mais precisamente da redação do site de entretenimento mais visitado do Brasil no mês passado, em conseqüência do sucesso do
reality show. Às vésperas da convergência das mídias e em pleno boom do
cross media (sinergia das mídias, onde uma impulsiona a outra), o site é uma semente experimental do futuro da comunicação de massa digital.
O pedido foi feito uma semana antes, mas a resposta da CGCom (Central Globo de Comunicação) só veio na noite do último paredão. E foi um não. O ''P.A.'' (ponto de apoio - siglas soam importantes), instalado atrás da casa do BBB, no mundo encantado do Projac, seria pequeno demais para receber visitas.
É verdade que a turma lá trabalha apertadinha - fotos comprovam - mas a colunista, que tem 54 quilos, podia ficar em pé, só ''bizuiando''. Não. Voyeurismo só com os outros.
Nós no Big Brother
Assistimos mais um Big Brother crentes que bisbilhotamos vida alheia, enquanto somos nós mesmos monitorados. O Ibope estima a audiência do programa, a Globo.com registra o número de acessos, as telefônicas faturam ligações por celular e 0300. Daria para fazer inúmeros cruzamentos de dados e descobrir um monte de coisas sobre o público.
Mas, pelo menos até onde a Globo divulga, não são feitas pesquisas aprofundadas nesse sentido. Se isso for verdade, o conglomerado está marcando a maior bobeira, porque se hoje o BBB pode gerar lucros com anúncios, merchandising, cross media, ligações telefônicas, assinaturas de canal de TV e conteúdo online, banda larga e agora até com revistinha, num futuro não tão distante poderá ganhar muito mais.
É que quando a internet estiver na tela de TV, os produtos usados no BBB e nas novelas serão clicáveis. Gostou, comprou. Basta apontar o mouse remoto. Com a perspectiva de comércio eletrônico pela TV a alguns anos de distância, conhecer bem o público é fator chave para o sucesso.
Difícil crer que a Globo não tenha pensado nisso ainda. Mas, se pensou, não é para a gente saber.
Números, o tabu
A colunista não queria nada demais. Só saber quantos votos vieram pela internet, pelo celular e por 0300. Simples, né? Não. Segundo a assessoria da Oi e da Telemar, isso é ''informação estratégica''. Ou seja, você, que gastou seu dinheirinho suado para participar do jogo, não poderá saber, dos mais de 11 milhões de votos totalizados, quantos foram por cada mídia.
Nos resta, então, especular com os dados divulgados pela Globo.com. No dia da final, o site do BBB4 recebeu 820.459 visitas. No domingo, foram 876.192, e, na segunda, 895.459. Ao todo, nos três dias, contabilizaram-se 2.647.933 acessos ao site. Foram computados, nesse período, 6.604.467 votos pela internet - mais do que a metade do total de votos. Divindo os votos online pelos acessos obtemos o índice aproximado de 2,5, donde se conclui que cada visitante vota, em média, de duas a três vezes. Ou seja, o número de votos é muito diferente do número de votantes. Grande novidade, dããããããã...
Celebridade
Se o lance é aparecer, então quem merece mesmo é a escritora Thalita Rebouças, que veicula em seu site pessoal a campanha ''Eu no Jô''. Exímia contadora de histórias e careteira de primeira, Thalita pede aos visitantes que enviem mensagens para a produção do programa do Jô Soares implorando que seja entrevistada. São quatorze modelos de e-mail: folião, religioso, íntimo, chantagista, fã do Chico, fã da Xuxa e outras gracinhas.
www.thalita.com
Alô, usabilidade!
Acessei o Radix para fazer uma busca de notícias, que costumava ser muito legal. Mas eis que entrando no site havia um pop-up, ou seja lá o que for aquilo, bem em cima da aba Notícias, onde eu ia clicar. Intuitivamente, tentei entrar por baixo dele com o mouse... e vupt! Surge a página de resposta para a busca ''páscoa semana santa''. Que susto! Esqueci completamente o que eu estava indo buscar. Fiquei passada.
www.radix.com.br
O mercado financeiro em tabelinhas amigáveis: bolsas, cotações, commodities e indicadores
http://noticias.uol.com.br/economia/cotacoes/