Sempre que pode, Maurício exibe o cilindro de gás natural que ocupa metade do seu porta-malas, e alardeia as vantagens do combustível. Ele garante que falta pouco para cobrir o investimento da conversão do motor - hoje em torno de R$ 3.500. Só na viagem ao Sul de Minas, economizou mais de R$ 30! É verdade que o gás acabou na estrada - o que não chega a ser um drama, porque o carro também tem um tanque de gasolina. Além disso, na volta poderia reabastecer em Resende. Mais complicado foi acomodar a tralha que não coube no bagageiro sem interferir no conforto da mulher e da filha.
Maurício é um dos muitos entusiastas do gás natural veicular (GNV) que levam o Brasil a ocupar o segundo lugar na lista de países com o maior número de veículos movidos a esse combustível.
Quem não tem acesso às dicas do Maurício, mas pensa em mudar de combustível, encontra na internet grandes amigos: o Mundo GNV, novo site do portal Gás energia, e o site do Centro de Tecnologias do Gás (CTGás), consórcio do Senai e Petrobrás. O visitante pode simular quanto um automóvel à gasolina gastaria se utilizasse o GNV e em quanto tempo o investimento na conversão teria retorno. No Mundo GNV, o usuário também pode visualizar o espaço ocupado por diferentes cilindros em cada modelo de veículo.
Uma das preocupações mais comuns dos indecisos é não saber onde abastecer e ficar na rua. Realmente, é preciso se planejar. Tanto o Mundo GNV como o CT Gás localizam e listam postos que trabalham com o combustível em diversas cidades do Brasil. O Mundo GNV ainda traça rotas em mapas, mostrando como ir de uma rua a outra onde há um posto de gás. Os sites levam a uma página do Inmetro para consulta da base de dados das oficinas homologadas para conversão no país.
Além de ser uma opção econômica e mais limpa de combustível para veículos, o gás natural pode ser usado para geração de calor e energia e como matéria-prima nas indústrias siderúrgica, química, petroquímica e de fertilizantes. O site do CTGás explica as diversas aplicações do combustível, traz informações atualizadas sobre o setor no país e oferece um conversor de medidas de energia, potência, vazão, temperatura e pressão.
www.gasenergia.com.br/portal/simulador/index.jsp
www.ctgas.com.br
Rede de Tecnologia
A Rede Brasil de Tecnologia (RBT), do Ministério da Ciência e Tecnologia, lançou um site com 718 instituições cadastradas, entre empresas, laboratórios de pesquisa e prestadores de serviços tecnológicos. O objetivo da RBT é buscar a substituição de importações e a agregação de valor a produtos brasileiros para o incremento das exportações. Para isso, a rede propicia a articulação entre Governo Federal, universidades, empresas e agentes financeiros, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento da pesquisa aplicada e da capacitação tecnológica de setores produtivos locais. O site traz notícias, estatísticas e um sistema de busca das instituições que integram a RBT.
www.redebrasil.gov.br
Dependência química
A Organização Mundial de Saúde divulgou, dia 18, um relatório em que afirma que a dependência química é uma disfunção cerebral como qualquer outro distúrbio neurológico ou psicológico. Segundo o texto Neurociência do uso e da dependência de substâncias psicoativas, a dependência química é determinada por fatores biológicos, genéticos, psicossociais, ambientais e culturais. As substâncias psicoativas mais comuns são divididas em depressoras (álcool, sedativo e solventes), estimulantes (nicotina, cocaína, anfetaminas e ecstasy), opióides (morfina e heroína) e alucinógenos (LSD, PCP e maconha). Segundo a OMS, a maconha continua sendo a mais usada no mundo, seguida das anfetaminas e da cocaína.
www.who.int/substance_abuse/publications/psychoactives/en