Bom mesmo será quando não se comemorar mais o Dia Internacional da Mulher por não haver necessidade. Mas enquanto esse tempo não chega, a data é uma boa ocasião para se listar, com orgulho, algumas mulheres e seus feitos nos últimos milênios, que abriram tantas portas para a evolução da humanidade.
Na ciência
Há 4 mil anos, a sacerdotisa En Hedu'anna, da Babilônia, ajudou a decifrar as estrelas e construir calendários, virando referência para astrônomos e matemáticos. De lá pra cá, e especialmente a partir do século 20, as mulheres foram se destacando cada vez mais nas ciências. O 4000 years of women in science faz um apanhado dessa participação feminina no cenário do conhecimento mundial.
crux.astr.ua.edu/4000WS4000WS.html
Acadêmicas .br
Cresce a cada dia no Brasil a participação feminina em pesquisa. Segundo dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no ano 2000, as mulheres representavam 44% dos cientistas nacionais. Em 1995, eram 39%. Entre os pesquisadores com até 24 anos, há 57,5% de mulheres e 42,5% de homens. Já no grupo com mais de 65 anos, elas são 30,5%.
Os maiores desníveis estão nas áreas do conhecimento. Nas engenharias, quase 80% dos pesquisadores são homens. Elas estão mais presentes nas ciências humanas e biológicas.
www.mct.gov.br/especial/mulher.htm
No topo
A professora Lucia Mendonça Previato, do Instituto de Biofísica da UFRJ, recebe hoje, em Paris, o Prêmio L'Oreal-Unesco para Mulheres na Ciência, de US$ 100 mil, por seu sucesso no entendimento da bioquímica do Trypanosoma cruzi, parasita causador da doença de Chagas, e suas pesquisas para o tratamento e a prevenção do mal.
Anualmente, cinco pesquisadoras - uma de cada continente - são laureadas. Lucia é a segunda brasileira a ganhar o prêmio, lançado em 1998. Em 2001, a geneticista brasileira Mayana Zatz, da USP, foi premiada por suas pesquisas sobre distrofia muscular.
www.forwomeninscience.com
Da paz
Até hoje, só 11 mulheres ganharam o prêmio Nobel da Paz, criado em 1901. Para buscar maior reconhecimento para as ações de mulheres, ONGs suíças criaram a campanha ''1000 Peace Women'', que vai indicar mil candidatas de diversos países. O Brasil tem uma cota de 25 indicações. Infelizmente, a versão do site em português é sofrível. O formulário para sugestões deverá estar online em meados deste mês.
www.1000peacewomen.org
Da tecnologia
O Girls who wear glasses pode ser a redenção para muitas garotas incompreendidas. Pequeno e gracioso, o site mostra que há muito a se descobrir por trás dos óculos das techies. Os interessados podem consultar o ''Guy's guide to geek girls''. Já a seção de links indica sites ''sérios'' sobre mulheres que trabalham em tecnologia.
www.eecis.udel.edu/~masterma/glasses/
Do rockabilly
Wanda Jackson, Brenda Lee, Janis Martin e Lorrie Collins fizeram a patota dançar nos anos 1950 e ainda fazem o bom e velho rock até hoje. O site The women of rockabilly traz perfis e vídeos de algumas das primeiras roqueiras do planeta.
www.pbs.org/itvs/welcometotheclub/
Punk e adjacências
Nina Hagen, B52's e Siouxie (and the Banshees), entre outras representantes dos cenários punk, new wave e dark, deram um toque feminino à revolução de costumes dos anos 70. O Women of 1970's punk homenageia várias delas e fornece links para seus sites oficiais.
www.comnet.ca/~rina/
Catwoman e Batgirl
Uma é o ícone das garras femininas, vilã e símbolo sexual ao mesmo tempo. Outra é a própria doçura dotada de grande agilidade. A Mulher-Gato e a Bat-Girl são os arquétipos femininos das histórias do Batman. A felina fatal encarnada por Julie Newmar na TV nos anos 60 será vivida por Halle Berry no filme Mulher-Gato, que estréia este ano. Já a morceguinha boa da TV, Ivonne Craig, cultiva a auto-imagem em seu site pessoal.
Siga os bat-links.
www.dccomics.com/features/catsite
www.batbase.com.br/seriados/1960.htm
www.yvonnecraig.com
Links úteis
Women Watch - A ONU de olho nas mulheres no mundo.
www.un.org/womenwatch/
WWWomen - uma busca categorizada de mulheres
www.wwwomen.com
Especial do IBGE para o Dia Internacional da Mulher
www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/mulher/home.html