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Cristovam aponta saídas para crise


De Paris, onde jantava ontem com amigos, o senador Cristovam Buarque (PT-DF) desfez a versão de que está de malas prontas para deixar o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo tendo divergências sérias com integrantes da cúpula petista e do governo, ele argumenta que o PT pode ser reconstruído, levando em conta a definição de regras éticas rígidas de comportamento.

Em artigos e conversas sobre o momento atual, Cristovam Buarque afirma que é preciso romper com as causas centrais do círculo vicioso. Segundo ele, o país tem de acabar com a promiscuidade entre política e dinheiro e acabar com a reeleição.

Por isso, o senador petista defende que Lula envie ao Congresso um projeto de mudança da Constituição, acabando com a reeleição. Ele também sugere a votação da reforma política, que já passou pelo Senado e agora está na fila de votações na Câmara.

Bola dentro

O Planalto considerou positiva a entrevista concedida pelo presidente Lula à produtora free-lancer da TV francesa.

Mas nem tanto

Auxiliares de Lula, no entanto, reclamaram da repercussão nos jornais brasileiros que, segundo avaliação do governo, tiraram as frases do presidente de contexto.

Pedala, Melissa

Na versão do Planalto, a entrevista foi senso de oportunidade da jornalista, que driblou até o porta-voz André Singer. O pedido seria para um documentário. Mas ela, de forma esperta, acabou incluindo questões sobre a crise. Ah, tá !

Censurado

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, brinca com a entrevista de Lula no Fantástico. ''Sexo e drogas não dá - minha filha de dez anos tem que sair da sala.''

Pressão

O estudo que permitirá a fusão dos ministérios das Cidades e Integração Nacional está prontinho para sair do forno. Mas o PT, temendo perder mais um ministério, ainda faz de tudo para jogar areia no projeto.

Cabeça a prêmio

Mais um petista quer a cabeça do líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ). Ontem foi a vez de o deputado Wasny de Roure (DF) protocolar junto à Mesa Diretora um pedido de cassação do pefelista por conta da lista de assessores que teriam ido à agência do Banco Rural em Brasília.

Perguntar não ofende

E a reforma política?

O que eu vou dizer?

De um petista ensandecido com as sucessivas explicações de seu partido sobre o envolvimento com Marcos Valério. ''Como eu vou defender o partido se eu não sei a metade das coisas feitas pela direção anterior''?

Visita reservada

Em meio à crise, o presidente do STF, Nelson Jobim, voltou ontem ao trabalho. A primeira visita, que recebeu de um integrante de destaque da Esplanada, foi do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Lobby

O senador Marco Maciel (PFL-PE) lançou ontem uma ofensiva pela votação do Projeto de Lei 203/89, que regulamenta o lobby. O texto foi aprovado pelo Senado, mas está parado na Câmara há dez anos.

Urgência

Esta proposta foi votada em agosto de 1989 pelos senadores, sendo logo enviada à Câmara. Em dezembro de 2002, os deputados aprovaram requerimento de urgência na tramitação.

Fica na base

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Eduardo Campos (PSB) nega que tenha cogitado deixar a base aliada. Não refutou, no entanto, a informação do Informe JB de que estaria irritado com a forma como foi demitido do Ministério.

Longe de mim

O senador José Agripino Maia (PFL-RN) quer distância do PT. ''O 25 é do PFL. Então coloquem de volta o 13 na bandeira.'' Em tempo: o PT comemora 25 anos.

Jogo de bola no Parlamento

Senado e Câmara andam vazios. Quase silenciosos. Ontem, o marasmo repetiu-se. De repente, enorme gritaria lembrou uma torcida de futebol. Jogava-se bola mesmo, no Salão Negro do Congresso.

Eram meninos e meninas, muitos ainda de fraldas, vindos de uma escola infantil, que curtiam a tarde de férias. Depois de lanchar, largaram as mãos das tias, rolaram pelo chão. E afastaram, por instantes, a tristeza do Parlamento.

Jogo Rápido

  • É quase impossível entender as idas e vindas na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), único motivo regimental que impediu o recesso do Congresso. Ontem, foi remarcada nova sessão para amanhã, às 10h. Na sexta-feira passada, a Secretaria Geral da Mesa do Senado chegou a divulgar que a apreciação do projeto seria só no dia 2 de agosto.

    SÉRGIO PRADO (Com equipe)


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    [19/JUL/2005]


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