A Polícia Federal quer aumento de até 327% nos valores
das diárias dos policiais e delegados federais
em viagens. O diretor-geral da PF, Paulo Lacerda,
enviou em fevereiro um ofício ao ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, com os novos valores das diárias.
Se aprovada a nova tabela, o valor da diária de viagem
Se aprovada a nova tabela, o valor da diária de viagem
para delegados e peritos criminais da classe especial sobe
dos atuais R$ 98,86 para R$ 347,55 (aumento de
251%). Esse é o valor máximo da chamada diária básica,
para cidades do interior. Segundo a PF, o valor máximo da
diária atual chega a R$ 140, dependendo da missão e da
cidade. A diária de delegados e peritos de segunda classe
pula de R$ 68,72 para R$ 293,52 (reajuste de 327%).
O menor reajuste é para agentes, escrivães e papiloscopistas
de terceira classe, que sobe de R$ 57,28 para R$
147,40 (aumento de 157%). Os novos valores propostos sofrerão
acréscimo entre 50% e 90% “conforme o destino
da missão”, diz a proposta da PF.
A diária atual, segundo os policiais, é muito baixa. E
faz com que agentes passem por situações vexatórias,
tendo de se hospedar em hotéis ruins e comer em restaurantes
de péssima qualidade nas missões oficiais da PF.
Tiroteio
É péssimo o diálogo entre o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e alguns vice-líderes do Planalto no Congresso. A situação piorou ainda mais depois da derrota do Executivo na sua tentativa de evitar a CPI dos Correios, na semana passada.
Mais fogo amigo
No Congresso, há lideranças da base governista que debitam na conta de Chinaglia e do PT o insucesso diante da CPI. E dizem que não adianta jogar a culpa em cima da articulação política do Planalto.
Conversa séria
Agora que a CPI se tornou inevitável, o Planalto tenta mais uma vez enquadrar sua base parlamentar. Ocorre que inúmeras vezes foi dito que era preciso ''uma conversa séria'' dentro de casa, mas a desorganização no Congresso é cada dia pior.
Evitar o caos
Seja como for, o governo será obrigado a tomar uma atitude concreta no Legislativo, a fim de evitar a perda do comando dos postos principais da CPI. Esse é o principal ponto da reunião da coordenação política, hoje, no Planalto.
Judiciário
O procurador-geral Claudio Fonteles aponta a reformulação do Código Penal como base para tornar a Justiça mais ágil. Se depender da Câmara, ele deixará o cargo no dia 30 de junho sem ver aprovados projetos que são parte da reforma do Judiciário.
MP do Bem
A paralisia da Câmara também jogou a reforma tributária na gaveta de novo. Mesmo assim, a iniciativa privada aposta na aprovação da chamada MP do Bem. O texto ampliará a redução de tributos federais nos novos investimentos.
ICMS
Outro alvo do lobby da indústria é eliminar a cobrança do ICMS na aquisição de máquinas e equipamentos. Os governadores fecharam a porta a tal hipótese na reforma tributária. Os empresários, entretanto, voltam à carga.
Crescimento
O argumento do empresariado, a ser levado aos estados, é o mesmo usado com a Fazenda, que aceitou suspender os impostos a setores que exportam e na construção civil. Sem queda nos tributos, novas fábricas não sairão e o crescimento da economia será vôo de galinha.
Esses tucanos
Enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) sobe o tom das críticas a Lula, de olho em 2006, dentro do ninho tucano a disputa é acirrada. O principal entrave à candidatura do governador paulista a presidente é o prefeito da capital, o tucano José Serra.
Aviação
O encontro de contas entre as companhias aéreas e a União é o teor da emenda que tende a gerar mais polêmica no Senado durante a votação do projeto que cria a Agência Nacional de Aviação Civil.
Com a palavra, Nelson Jobim
O presidente do STF, Nelson Jobim, ainda não apresentou seu voto no processo que discute a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) às instituições financeiras, suspenso desde abril de 2002 devido a pedido de vista do ministro. O voto deveria ter sido proferido em maio, conforme a própria assessoria de Jobim, que, ao menos no discurso, está empenhado em dar mais celeridade aos trabalhos da Justiça brasileira.Jogo Rápido
Jogo Rápido
Só depois da decisão no caso do CDC, o STF poderá retirar da gaveta outra disputa entre consumidores e bancos. Trata-se da ação que tenta derrubar a cobrança de juros sobre juros, cuja análise está parada desde 2002 em razão de vista de Carlos Velloso.
As emendas à MP da Timemania contêm rabichos os mais diversos. O deputado José Linhares (PP-CE), por exemplo, quer que parte do dinheiro arrecadado com a nova loteria, criada para ajudar times de futebol, seja repassado às santas casas de misericórdia.