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Mais polêmica à vista no Congresso
[20/ABR/2005]
Promessa é dívida. O governo avisa que em até 20 dias chega ao Congresso o projeto que cria o novo modelo para o saneamento. A proposta está na Casa Civil, que ainda detalha como seriam os consórcios entre estados e municípios, os quais pressupõem parcerias com a iniciativa privada. Uma coisa é certa: não será por medida provisória.
Este sistema híbrido tenta na prática acalmar os governadores, prefeitos, empreiteiras locais e empresas multinacionais, que nunca se entenderam neste assunto. É como se fosse a média do Executivo, como queria Olívio Dutra (Cidades), embora José Dirceu (Casa Civil) seja favorável a que se deixe o poder concedente com os estados.
Na avaliação do Planalto e das lideranças dos partidos, haverá polêmica enorme logo que a proposição chegar na Câmara. Mas não há como fugir da raia, pois sem uma nova lei os investimentos ficarão represados. Só da União existem R$ 10 bilhões para obras, que dependem do chamado marco regulatório.
Os números do IBGE se encarregam de dar a dimensão do problema: 82 milhões de brasileiros não têm rede de esgoto e 45 milhões não sabem o que é água potável.
José Fritsch foi convidado para jantar ontem na embaixada do Chile. Era uma homenagem ao presidente do país, Ricardo Lagos. No cardápio, salmão. De sobremesa, um pequeno lobby para importação pelo Brasil deste peixe, tão apreciado por aqui.
Todo tucano nega de público. Mas nos bastidores da Prefeitura de São Paulo a entrada de José Serra na disputa pela Presidência, em 2006, é dada como certa. Quem defende a idéia diz que Geraldo Alckmin ainda é um nome local.
O ministro da Justiça da Argentina, Horacio Rosatti, deseja aprovar no Congresso a redução de nove para sete dos integrantes da Suprema do país. Acredita que o Senado apóia. Faltaria convencer a Câmara.
O líder José Borba (PMDB-PR) propôs um acordo com o presidente do PMDB, Michel Temer. Aceita abrir mão da liderança na Câmara desde que Temer convoque novas eleições para presidente do partido. A eleição para líder seria em seguida.
O presidente Lula pediu para que o ministro da Saúde, Humberto Costa, permaneça em Brasília no feriado. Aguarda-o para uma conversa no Torto.
Espalhou-se como rastilho de pólvora ontem uma versão de que o Ministério Público investiga uma licitação, aberta por Costa, para compra de escovas de dente.
Vingança é um prato que se come frio para a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). Ela, que foi chamada de aventureira por Genoino durante a eleição de 2002, se mobiliza para derrotá-lo na disputa pela presidência do PT.
João Alfredo (PT-CE) personifica a raiva de Luizianne. Cunhou apelido para Genoino: bedel do governo. O irmão do presidente do PT, José Guimarães, não fica longe: João Alfredo é o bedel da oposição.
As senadoras Ideli Salvatti (PT-SC) e Serys Slhessarenko (PT-MT) mandaram retirar da Galeria das Senadoras da República os seus retratos. Dizem que não fazem justiça às suas respectivas belezas.
Alguns petistas pensaram em transformar a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em ''agência nacional de alimentos''. Desistiram, devido à sigla que seria criada.
O juro cai hoje?
Coube ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) avisar ontem os participantes da sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da escolha do cardeal alemão Joseph Ratzinger como sucessor do papa João Paulo II. Minutos mais tarde, Jereissati interrompeu a discussão sobre a autonomia do Banco Central para informar que Ratzinger assumirá a nova função com o nome de Bento XVI. Tamanha presteza na divulgação das decisões tomadas no Vaticano rendeu ao senador, por aclamação, o título de carmelengo do Senado.
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