O Palácio do Planalto vê com bons olhos a articulação de bastidor destinada a garantir a governadores em segundo mandato, mas que só foram eleitos para um deles, o direito de concorrer à reeleição. A medida beneficiaria o governador Geraldo Alckmin (SP), que assumiu o posto em março de 2001 (com a morte de Mário Covas), venceu o pleito de 2002 e poderia concorrer de novo, como franco favorito, ao Palácio dos Bandeirantes. Ao mesmo tempo, a manobra tiraria o tucano do páreo contra o presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, que enfrentaria um desafiante de calibre eleitoral mais modesto, talvez o senador Tasso Jereissati. No entanto, há quem diga que o tiro pode sair pela culatra. Basta o candidato da oposição ser Fernando Henrique Cardoso, que entraria na disputa tendo aliados controlando dois dos três principais palanques do país (SP e MG).
O terror das Teles
Em tempo de disputa do PP pelas Comunicações, aliados de Severino Cavalcanti (PP-PE) recolhem assinaturas para levar ao plenário o projeto que acaba com a taxa básica da telefonia fixa, batizado no Congresso de ''Terror das Teles''.
O terror das Teles 2
No afã de ocupar logo as Comunicações, o PP já procurou saber o número de cargos comissionados. Segundo um auxiliar de Lula, teve deputado que até fez o rateio numa reunião informal de bancada. O problema é que os cargos são técnicos. Sem eles, a gestão desanda.
Desarmamento
ONGs do Rio reúnem-se hoje com Severino Cavalcanti a fim de aumentar a pressão pelo referendo popular sobre a proibição da venda de armas, em outubro. A ofensiva continua amanhã, quando o ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, vai ao Senado tratar do assunto com Renan Calheiros, pois o Congresso precisa votar até o fim de abril um projeto que permita a realização do plebiscito.
Mais uma da Câmara
Está na Câmara um projeto (PL 4876/05) que atira num dos principais programas de crédito do governo. Aprovada, a lei proibirá a concessão de empréstimo com desconto em folha de servidores públicos. A pérola tem a digital de Wladimir Costa (PMDB-PA).
De volta ao Planalto
Após meses sem pisar em Brasília, Rosinha Garotinho volta hoje ao Planalto. Aumenta a lista de governadores que têm encontro com Antonio Palocci e Severino Cavalcanti. Na agenda, a reforma tributária e a guerra fiscal entre os estados.
Os moralistas
O presidente nacional do PP, Pedro Correia (PE), nega que tenha sido procurado por Roberto Rabello, da associação que representa as lotéricas, para pedir apoio à liberação do jogo. ''Nós do PP não gostamos de jogar.''
Justiça morosa
De 174 juízes trabalhistas ouvidos pelo Consultor Jurídico sobre a ampliação da competência da Justiça do Trabalho, prevista na reforma do Judiciário, 52,9% acharam que a prestação do serviço na área ficará mais lenta.
Agora é a PM
Os PMs querem o aumento dado aos delegados na votação da reforma da Previdência na Câmara. Ou seja, 90,25% dos salários de ministros do STF, hoje em R$ 17 mil. Pedem ajuda do senador Paulo Paim (PT-RS) a essa empreitada no Senado.
Caixa lotada
O que não faz uma crise! O prefeito do Rio, Cesar Maia, que tanto utiliza e-mails para se corresponder com sua equipe e até dar entrevistas, deixou lotar a caixa. Atenção prefeito, suas mensagens estão voltando...
Silva como o chefe
Após aposentar a barba, o atual líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), pode mudar de nome. Auxiliares acham que o nome de batismo, Luiz Carlos da Silva, é melhor. Soa mais adequado ao posto. A idéia surgiu quando o deputado ainda era cotado para concorrer à presidência da Casa. ''Mas nem minha mãe me chama mais assim'', diz. Mesmo assim, o deputado não descarta a possibilidade da troca. Ao menos, será reconhecido pelo mesmo sobrenome do chefe Luiz Inácio Lula da Silva.Jogo Rápido
JOGO RÁPIDO
Lula da Silva tem até quinta-feira para sancionar a Lei de Biossegurança. No Planalto, existe expectativa de que ele vete o artigo que reserva à CTNBio a prerrogativa de controlar os transgênicos. O desfecho é acompanhado com lupa pela ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, que ainda amarga a derrota sofrida no Congresso.
A Câmara promove hoje videoconferência internacional sobre o programa de regularização fundiária em favelas, financiado pelo Departamento de Estado do governo norte-americano. A idéia é trazer para o Brasil a possibilidade de financiamento dos títulos de propriedade das casas de quem mora em favelas.