Os ministérios das Cidades e do Meio Ambiente lançam hoje a campanha da 4ª Jornada na Cidade sem meu carro. Iniciativa da cidade francesa de La Rochelle, em 1997, o dia 22 de setembro, desde 2000, já é adotado por 14 países da União Européia e, ano passado, teve a participação de 34 municípios brasileiros com o objetivo de, ao restringir o acesso a carros em suas zonas centrais, levar o cidadão a refletir sobre os problemas causados por um modelo de mobilidade com base no automóvel, incentivar o transporte solidário e estimular o uso do transporte coletivo, da bicicleta ou ir a pé.
Para quem duvida da relevância do assunto, o ministro Olívio Dutra mostra números que intitula de tragédia nacional: 300 mil acidentes de trânsito por ano, com 350 mil feridos e 30 mil mortos.
A campanha quer chegar a mais de 50 cidades este ano. O site do Instituto de Mobilidade Sustentável - www.ruaviva.org.br - dá informações aos interessados, além de somar, aos números do caos do trânsito, os ligados a prejuízos ao meio ambiente, como o de que quase 40% das emissões de gás carbônico produzidas pelo setor de transportes são originados da utilização de automóveis particulares nas cidades. A pior conta revela iguais percentagens que mostram o quanto é díspar o uso do transporte no país: 70% da população tem acesso a transporte coletivo e 70% dos veículos trafegam levando apenas o motorista.
Novos tempos
O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP) voltou ao Congresso eufórico com os números da economia, que citava de memória. O aumento do PIB, de 4,7%, superou a previsão de 3,5%; mais de 1 milhão de novos empregos e superávit de US$ 30 bilhões nas exportações. Dinheiro vivo, de produção, não de venda de empresas, frisou, lembrando que há falta de pneus para os automóveis e de contêineres para as exportações.
Mas ainda falta
Mercadante, apesar de frisar que todos os índices são superiores ao do governo Fernando Henrique, reconheceu que o crescimento ainda não é sustentável. Para isso, falta completar a reforma tributária e aprovar o projeto de Parcerias Público-Privadas.
Prioridade adiada
A aprovação das PPP continua problema, porque reúne opinião da maioria dos integrantes da Comissão de de Assuntos Econômicos do Senado, entre eles Eduardo Azeredo (PSDB-MG):
- Como está, o projeto preserva os prejuízos das parcerias para o setor público, deixando o privado com os lucros.
Exportação de ajuda
A Polícia Federal envia hoje oito peritos para ajudar na identificação dos 300 mortos do incêndio do supermercado de Assunção, Paraguai. E o Ministério da Saúde encaminhou, ontem, nove toneladas de remédios.
Ascensão policial
O delegado Roberto Precioso Jr., ex-superintendente da Polícia Federal no Rio, será o novo chefe da Interpol.
Desperdício máximo
Doações para o Fome Zero estão indo para o lixo. A denúncia é da AOL. Emiliano Graziano, coordenador do programa em São Paulo e filho de José Graziano, ex-ministro do Desenvolvimento Social, confirmou ao portal a perda de 400 quilos de feijão e a seguinte explicação sobre falhas no depósito paulista:
- O prédio não tem estrutura. Mas ninguém sabe como é uma instalação adequada para Banco de Alimentos.
Presente mínino
Eduardo Suplicy (PT-SP) presenteou, em pleno vôo SP-Brasília, ontem, o cheio de problemas presidente do Banco Central, de novo, com exemplar de seu programa Renda Mínima. Justificou:
- É edição atualizada.
Jogo rápido
O tucano Alberto Goldman (SP) entrega hoje ao procurador-geral da República representação contra o diretor do BB Henrique Pizzolato; o presidente do Banco Popular, Ivan Guimarães, e o tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Para que expliquem a compra de ingressos para o jantar em favor da sede do PT.
Na sexta-feira, às 10h, o ministro das Cidades, Olívio Dutra, participa na sede do Crea, em São Paulo, de seminário nacional sobre o acesso da população aos serviços de transporte coletivo. Recente pesquisa do Ipea indicou que 37 milhões de brasileiros não dispõem de dinheiro para se utilizar do transporte público.
Com José Fonseca Filho e Júlia Garcia