O presidente do STJ, Edson Vidigal, prepara em Caxias (MA), sua terra natal, o que pode ser uma revolução para a Justiça, com reflexos positivos na economia - a Cidade do Judiciário, que reunirá o Foro Federal, as justiças Estadual, do Trabalho e Eleitoral, cartórios e outros órgãos, que permitirão aos cidadãos solucionar problemas num único local. Disposto a estender a idéia às cidades que receberão as 123 varas federais autorizadas pelo Congresso - que quer instaladas até 2005 e não 2008, como o previsto, o ministro prevê:
- Junto com as varas vão o Ministério Público, polícia e Receita Federal, Caixa Econômica, Advocacia Geral da União e a Defensoria Pública, o que cria um volume de contratações por concurso público e incentiva o comércio local, a construção civil e as demais indústrias.
Vidigal propôs a representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento participação no financiamento do programa e recebeu do deputado Luiz Piauhylino (PTB-PE) garantia de que a Frente Parlamentar dos Advogados brigará pela inclusão da contrapartida brasileira no orçamento. Iniciativa cuja necessidade é respaldada em levantamentos feitos por Vidigal. Há cerca de US$ 2 bilhões em empréstimos internacionais já concedidos ao país, sobre os quais correm juros, que não são usados por falta da contrapartida. E a cada ano minguam os recursos do Judiciário que, em 2002, recebeu 1,51%, em 2003, 1,2% e, este ano, receberá cerca de 0,95% do Orçamento da União.
Não pára
Na reunião ontem, em São Paulo, do Conselho da Justiça Federal , o presidente do STJ propôs a criação de mais 4 mil varas federais. E acabou inaugurando na marra a premissa do tão polêmico controle externo do Judiciário ao convidar para assistir à seção o deputado Luiz Fleury Filho (PTB-SP). Fez jus aos dois mantras que diz serem os de sua adoção: ''fazer a mesma coisa é não fazer nada'' e ''não precisa reinventar a roda, só fazer a roda andar''.
Não fecha
O professor Cândido Mendes procurou a coluna para garantir que não fechará as portas do Iuperj - centro de sua universidade que oferece pós-graduação gratuita em ciências sociais. Informou que foram colocados em dia os salários dos 19 professores, com redutores de 30% a serem quitados até o fim do ano. O deputado estadual André Corrêa (PPS) propôs, na Assembléia Legislativa do Rio, que o Estado firme convênio com o instituto.
Não entra
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) não se abalou com a pressão do governador Aécio Neves nem com o exemplo de José Serra. Reitera que não será candidato à Prefeitura de BH.
Maluf fica
Delfim Neto (PP-SP) assegura que a candidatura do correligionário Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo será confirmada pelo partido. Também aposta que não serão comprovadas as irregularidades financeiras de que o ex-prefeito e ex-governador é acusado.
Teotônio decide
O senador Teotônio Vilela (PSDB-AL) reúne sua equipe no fim de semana para decidir se sai candidato à Prefeitura de Maceió, inspirado pelo exemplo de Serra. Se aceitar, parte com uma vantagem: o apoio antecipado do PMDB.
Erundina se anima
A disputa entre Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB) será como um terceiro turno da eleição presidencial, na opinião da também candidata e ex- prefeita dos paulistanos, deputada Luiza Erundina (PSB). Com alegados 18% de intenção de votos, acredita que será a maior beneficiada com a polarização.
Nanico se agranda
O PSC, que abriga o time do secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, que não foi para o PMDB, sonhando em ser candidato à Presidência da República, recruta cientistas políticos para seus quadros. Entre eles, Eurico Figueiredo, da UFF, e Jesus Chediak, ex-brizolista que preside a ONG BR 21.
Debate cresce
Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que analisa projeto de Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ) de legalização da união homossexual, Serys Slhessarenko (PT-MT) sugeriu convocar líderes do movimento. Garibaldi Alves (PMDB-RN) discordou:
- São do mesmo time, não haverá debate.
Acabaram convidando um representante da CNBB e outro dos evangélicos. A discussão, esta semana, promete ferver.
Pendenga velha
Leitor pescou a pérola em exemplar de O Pasquim dos idos do governo Geisel quando o salário mínimo passou a Cr$ 76,80. O jornal afirmou ter descoberto a que ele correspondia - um cafezinho e um pãozinho para quatro pessoas por dia. Com o cafezinho a Cr$ 0,12 e o pãozinho a Cr$ 0,04, o gasto com a ração seria de Cr$ 2,45 por família, por dia. O que, multiplicado por 30, corresponde exatamente ao valor definido pelo ministro Simonsen. Hoje, para a mesma alimentação familiar, com o cafezinho R$ 0,50 e o pão a R$ 0,20, o salário mínimo teria de ser R$ 336.
Jogo rápido
A biografia romanceada Paulo Fortes - um brasileiro na ópera, escrita por Rogério Barbosa Lima, será lançada, segunda-feira, na Livraria Argumento, no Rio de Janeiro, às 19h. A obra contém farta documentação e depoimentos de bastidores sobre o cenário do canto lírico brasileiro entre 1942 e 1997.
Foi lançado o Prêmio Imprensa Embratel 2004, que vai distribuir até R$ 166 mil entre trabalhos jornalísticos de 11 categorias e cinco prêmios regionais para os melhores publicados entre julho de 2003 e junho de 2004. A inscrição se encerra dia 2 de julho. O melhor trabalho ganhará o Troféu Barbosa Lima Sobrinho e R$ 20 mil.
Com José Fonseca Filho e Bruno Arruda